As linhas harmoniosas do Rekord E1, de 1978, lembram muito as de nosso Monza, que seria lançado na Europa como Ascona dois anos depois dele

A série E1, lançada em 1977, continuava a apostar nas linhas retas, embora com um resultado bem melhor que o do anterior. Identificava-se muito com o Ascona de dois anos depois (nosso Monza), inclusive pela base mais baixa das janelas, que conferia ampla área envidraçada e um aspecto mais leve. Os pára-choques, ainda metálicos, chegavam até as caixas de roda e os retrovisores estavam incorporados à parte dianteira dos vidros. O comprimento era de 4,59 m, e o entreeixos, de 2,66 m. Na mecânica, uma novidade era a suspensão dianteira McPherson, enquanto a traseira mantinha o eixo rígido.

A linha de motores compreendia o 1,7 de 60 cv, o 1,9 de 75 cv, três versões de 2,0 litros (90, 100 e 110 cv, esta última com injeção eletrônica) e dois a diesel, o 2,0 de 58 cv e um novo 2,3 (2.260 cm³), com 65 cv e 12,8 m.kgf, pouco para lidar com os mais de 1.250 kg. Todos usavam pneus radiais e câmbio de quatro marchas, podendo o 1,9 a gasolina e o 2,0 a diesel vir com caixa automática. A nova geração do Rekord foi, mais uma vez, acompanhada pelo Commodore, agora só com quatro portas e, pela primeira vez, com opção pela Caravan — o cupê dava lugar a um novo modelo com identificação própria, o Monza. A frente era mais longa, para acomodar os motores de seis cilindros, e seu desenho lembrava o do Senator, novo topo de linha da Opel lançado naquele ano.

O Commodore da mesma geração mostrava desenho frontal próprio, semelhante ao do Senator, com espaço para os motores de seis cilindros

Estava mais comprido e largo que qualquer geração anterior, com 4,70 e 1,72 m. Só o motor 2,5-litros era usado, com 115 cv a carburador e 130 cv a injeção. Esse Commodore foi a origem do primeiro modelo homônimo da Holden australiana (leia história), sendo vendido ainda como Vauxhall Viceroy, na Inglaterra, e sob a marca Chevrolet na África do Sul. A Vauxhall também substituiu seus antigos sedãs VX 1800 e 2000 pelo novo Rekord, mas com um desenho frontal próprio, sem grade. Seu nome — Carlton — sobreviveria ao próprio automóvel, sendo usado também no Omega de primeira geração naquele mercado. Os motores eram de 1,8 e 2,0 litros. Continua

Em escala

O fabricante alemão de miniaturas Minichamps, especializado na escala 1:43, faz uma festa com a longa história do Rekord, oferecendo modelos os mais diversos.

A empresa tem em catálogo a geração P1 (Caravan branca ou branca-e-azul e sedã azul ou vermelho, no alto, ambos com teto branco) e a P2 (sedã branco, acima, e perua cinza).

Da geração A são três modelos: cupê azul (acima), sedã duas-portas prata e Caravan vermelha.

Na linha mais interessante para nós, a C, que gerou o Opala, existem o cupê branco (acima) com interior vermelho e a Caravan três-portas bege.

Outra marca germânica, a Herpa, produz miniaturas em escala 1:87 e sem o mesmo capricho com os detalhes. Dispõe da Caravan da série A, em azul ou cinza.

Dos modelos mais antigos, a Schuco produz a perua Olympia Rekord de 1954, verde escura, em 1:43.

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