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Logo em seguida estreava o novo motor de 1.488 cm³ (80 x 74 mm), projeto 502. Ele surgiu com virabrequim Hirth roletado (para criar espaço interno devido à proximidade com o comando de válvulas) e 60 cv a 5.000 rpm, mas já em outubro a linha 1953 ganhava um virabrequim de mancais de biela lisos, graças a uma solução encontrada pelo engenheiro-chefe Karl Rabe. Apelidado de Dame (senhora) por sua maior elasticidade, rendia 55 cv a 4.400 rpm e torque de 10,8 m.kgf. |
| Pára-choques mais salientes e novas luzes de direção retocavam em 1953 o estilo do 356, que já havia ganho pára-brisa inteiriço no ano anterior |
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Mais que o desempenho,
a grande novidade era o câmbio sincronizado, que facilitava em muito o
engate das marchas. O sincronizador Porsche era feito pela Getriebe
und Zahnrad Fabrik GmbH (Getrag), fabricante de câmbios para caminhões
e tratores que nunca havia produzido para automóveis. Com a nova caixa
a Porsche pôde deixar de usar as relações de marcha do VW. No estilo, os
pára-choques vinham mais afastados da carroceria, a luz de direção era
transferida para logo abaixo dos faróis e as pequenas lanternas agora
eram duplas. O volante de dois raios tinha como selo de qualidade o
emblema da Porsche sobre a buzina. |
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Talvez o mais memorável modelo da linha, o Speedster, com seu pára-brisa baixo e acabamento simples, nasceu a pedidos do importador americano Max Hoffman |
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Mais luxo aguardava o 356 para 1954:
o nível de ruído era minimizado,
os assentos redesenhados, o lavador de pára-brisa melhorado. O
passageiro dispunha de cinto de segurança e um medidor pneumático de
combustível ajudava a afastar as excessivas semelhanças com o Fusca. A
capota do conversível tinha janela traseira maior e para o cupê já
havia um teto solar como acessório. O motor 1300-S, apresentado no
Salão de Paris de 1953, tinha o mesmo curso do 1500 (media 74,5 x 74 mm)
e 1.290 cm³. Com comando de 270º Fuhrman, dois carburadores Solex 40
PBIC e virabrequim Hirth roletado, entregava 60 cv a 5.500 rpm e 9
m.kgf. |
| O 356A Carrera de 1956 inaugurava o uso pela marca desse nome ainda hoje em evidência, com motor de duplo comando de válvulas e 100 cv |
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Além do pára-brisa mais baixo, era mais leve e acessível que o
conversível. Fez — e ainda faz, com suas réplicas (leia
boxe) — um tremendo sucesso. Mesmo com a capota fechada ainda
mantinha o apelo esportivo, mas só mesmo um buraco no teto daria espaço
a um motorista de mais de 1,60 metro... Ainda para 1955, a carcaça do
motor passava a ser de três partes. Estabilizador dianteiro e um reforço
nas mangas de eixo colaboravam para a segurança. |
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