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Na classificação geral,
venceu o Alfa Romeo GTV 1974 do casal Wanderley Natali e Regina Helena
Natali. O modelo mais antigo a participar foi um Studebacker 1928, e o
mais novo, um Ford Corcel 1977 — aliás, o único representante da
indústria nacional no evento.
“Faz uns dez anos que comprei este carro de um padre em Teófilo
Otoni”, conta Adyr Amaral, dono do Corcel amarelo. Morador de Belo
Horizonte e proprietário de outros dois antigos, um Mercedes e um
Chevrolet Bel Air, ele se orgulha de possuir a última série da primeira
geração do automóvel. “Devo gastar, em média, R$ 300 a R$ 500 por mês de
manutenção só com este carro. O Mercedes dá mais despesa. Qualquer
conserto custa 2.000 pratas.”
Um dos que mais chamaram a atenção, por imponência e estado de
conservação, foi o Rolls-Royce Phanton V 1967. Já os esportivos foram
muito bem representados por um Porsche 911 Targa 1973 e um Ferrari Dino
GTS 1973/1974. Sem exceção, todos pareciam ter saído da loja. “O que me
espanta é a melhora na qualidade dos veículos. Nós somos preservadores
da história do automóvel”, analisa Carvalho, presidente do Veteran Car.
“Se houvesse esse senso em outras áreas, teríamos outro padrão de país.”
Acompanhado durante todo o trajeto pelo BCWS, o rali (mais um
passeio, mas que até castigou bastante mesmo os Fiats Doblò colocados à
disposição dos jornalistas, em estradas esburacadas ou de terra) foi
motivo de festa em várias cidades, como Prados, pequeníssima desde que
virou cidade, em 1938. Patrocinado pela Fiat e pela Pirelli, o evento
virou uma exposição itinerante — o melhor foi que os carros não estavam
estáticos, mas funcionando. Continua
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O Alfa Romeo GTV 1974 vencedor
do rali na classificação geral

A chegada do reide, na Praça
Tiradentes de Ouro Preto

Adyr Amaral e o Corcel 1977,
único nacional no evento: R$ 500 por mês

O Ford Fairlane conversível
1956:
passeio em família |