

Decoração exagerada também
está presente nos instrumentos da Idea, em painel que inclui computador
de bordo e configuração de funções


Mais discreta também aqui, a
Livina fica devendo equipamentos que a concorrente oferece, mas tem um
interior funcional e bem desenhado |
O sistema de
áudio da Adventure também agrada mais pela opção de
falante de subgraves, que melhora muito a reprodução desse tipo de
som, bastante modesta na concorrente. Além disso, o equipamento da Fiat
tem conexões USB (para pendrive, por exemplo) e para toca-MP3 no
porta-luvas e pode ser usado mesmo sem a chave no miolo de ignição.
Outro item conveniente do modelo, embora ausente do carro avaliado, é
o teto envidraçado com seção dianteira móvel (pode ser erguida ou aberta
para trás, correndo por fora, sempre com comando um-toque) e traseira
fixa, ambas com forro.
A Idea ainda mostra bons detalhes como alerta programável para excesso de
velocidade, aviso específico de porta mal fechada (apenas aviso geral na
Livina), alarme com proteção por ultrassom, mostrador de temperatura
externa, faixa degradê no para-brisa, vidros verdes mais escuros da
coluna central para trás, luzes de leitura traseiras (na Nissan, apenas
as dianteiras e uma luz central), espelho
convexo no teto para acompanhar crianças no banco traseiro, apoio de
braço para o motorista (que atrapalha ao reclinar o encosto, porém),
mesinha atrás do encosto dianteiro direito e as opções de retrovisor
interno fotocrômico,
sensores de estacionamento na traseira e
comando automático para faróis e limpador de para-brisa (este conta com
ajuste manual do intervalo entre varridas na Livina).
A X-Gear responde apenas com destravamento da porta do motorista em
separado das demais, alças de teto com retorno suave e melhor apoio para
o pé esquerdo quando fora da embreagem.
Quando dotada de caixa
automática, ela traz a chave eletrônica I-Key, que permite destravar as
portas e dar partida mantendo a chave, por exemplo, no bolso: basta
apertar um botão nas maçanetas externas para o destravamento e, para
ligar o motor, girar a moldura do miolo tradicional da chave (não há
botão como no Renault Mégane ou no Ford Focus Ghia). As duas trazem ainda comando interno do bocal
do tanque de combustível, porta-copos e espelhos em ambos os para-sóis
(sem iluminação, porém). Alguns pontos merecem correção. Na Livina não
há regulagem de altura dos cintos de segurança dianteiros (e faz falta,
ao contrário do mesmo ajuste para o banco), nem
temporizador da luz de cortesia, e os
botões de comando da buzina não abrangem toda a almofada do volante,
tornando o uso difícil até o motorista se habituar. Na Idea o braço
direito do limpador de para-brisa termina seu ciclo bem diante dos olhos
do motorista (braços opostos seriam ideais em um vidro tão grande). Nas
duas o espaço para pequenos objetos deveria ser maior.
O espaço interno não é
muito diferente entre elas: acomodam bem em altura e comprimento, mas
são modestas em largura no banco traseiro para três adultos. Ao menos na Idea o quinto ocupante tem conforto
razoável, sem a incômoda forma de assento da concorrente. Já o
compartimento de bagagem é maior na Nissan, 449 litros, ante
380 da Fiat. Em ambas o banco traseiro vem dividido em 60:40. Na Livina
falta proteção na base de acesso, que deixa a chapa de aço exposta a
atritos (e riscos), e a tampa deveria se erguer
mais.
O estepe das duas segue a medida dos demais pneus, mas o da X-Gear vem
sem roda de alumínio. Enquanto ela o acomoda na posição usual, por baixo
do assoalho, a Adventure adota montagem externa para compor o jeito
"aventureiro". O problema é que — olhe a funcionalidade aqui de novo — o
pneu torna bastante inconveniente o acesso ao compartimento: é preciso
liberar a trava por um comando interno, deslocar o estepe para a
esquerda em ângulo aproximado de 120 graus (o que o deixa exposto além
da largura do carro) e enfim abrir a tampa, sequência que requer ambas
as mãos. Nada apropriado para uma minivan, que deveria oferecer
praticidade no uso urbano sobretudo a mamães carregadas de volumes.
Continua
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