




Porta-malas: espaço para 526
litros no Focus, 506 no City e no Peugeot, 442 no Sentra e 415 no
Cerato, com diferenças nas tampas e estepes |
Teto solar de vidro, dotado de comando elétrico do tipo
um-toque, vem de série no Focus, 307 e Sentra e não está disponível nos
outros; os dois primeiros trazem sensor de
estacionamento traseiro.
Detalhes exclusivos além dos já citados: no 307, retrovisor interno
fotocrômico, limpador de para-brisa com
braços em sentidos opostos e excelente área de varredura, termômetro e
medidor de nível de óleo do motor, tomada de 12 volts atrás dos encostos
de cabeça traseiros e cortina manual contra sol no vidro de trás; no
Focus, iluminação do piso externo ao destravar as portas; no City,
encosto traseiro com ajuste de inclinação e local com tampa no console
para um toca-MP3 portátil; no Sentra, destravamento da porta do
motorista em separado das demais, o que pode evitar a entrada de pessoa
indesejada pelo lado oposto (o porta-CDs que vinha no para-sol foi
eliminado); e no Cerato, extensão para os para-sóis que encobre melhor o
sol pela lateral. No Focus e no 307 o comutador de farol alto/baixo é
acionado apenas puxando-o, mais prático no uso frequente.
Todos vêm com
revestimento do volante em couro, luz de aviso para atar cinto (exceto o
Cerato), alerta para porta mal fechada (específico em 307 e Focus,
genérico nos outros), apoio de braço na frente (são dois no 307, mas só
ele não tem o apoio traseiro), travamento automático das portas em
movimento (novidade no Sentra) e bolsas para revistas nos encostos
dianteiros (apenas no lado direito no City e no Cerato). O único a não
ter ajuste do intervalo do limpador de para-brisa é o Honda, sendo esse
ajuste automático no Peugeot. Para-brisa com faixa degradê está em
Cerato e City (deveria vir em todos); iluminação nos espelhos dos
para-sóis e maçanetas internas cromadas vêm em Focus, Sentra e 307; este
último e o Kia trazem porta-óculos no teto; Nissan e Peugeot têm
porta-luvas com chave e faróis com acendimento automático.
Há pontos que merecem correção. No City a falta de mostrador de
temperatura externa; a alavanca para abrir o porta-malas,
cuja posição pode levar a confusão com a de regulagem do banco do
motorista; e a caixa sem função na lateral esquerda do painel, na qual
se pode bater o joelho ao sair. No Cerato, o som rouco e realmente feio da buzina, a velocidade muito
alta (cerca de 40 km/h) de travamento das portas e a falta de tampa do
espelho do para-sol do passageiro. No Sentra, o botão de pisca-alerta no console e preto, menos
visível em emergência que o habitual vermelho; a alavanca de ajuste do volante um
tanto pesada, a trava de segurança do capô difícil de encontrar e o
para-sol que bate no retrovisor interno e o desajusta sempre que é
aberto ou fechado. No 307 falta comando interno do bocal do tanque de
combustível e, no Focus, a abertura do capô exige o uso de uma minichave
embutida na chave eletrônica. Ainda nele, a luz de aviso de que faltavam
300 rpm para o limite de giros do motor (6.800 rpm) também foi abolida
no modelo 2010.
São carros espaçosos nos bancos dianteiros — um pouco menos o City, onde
a largura é menor e o teto deixa claro ter sido rebaixado em relação ao
do Fit sem mudança na posição dos assentos. Atrás, destacam-se o Sentra
no espaço para as pernas e o Focus em largura, com certo equilíbrio
entre os demais. A exceção é novamente o Honda, o menor em largura e
também em altura pelo perfil baixo do teto na parte final (o segundo
aspecto poderia ser melhor também no Focus), que também torna o acesso
menos confortável. O 307 fica para trás em espaço de pernas, em que o
uso de maior distância entre eixos seria interessante, mas não chega a
incomodar pessoas de média estatura. No Cerato o assento curto deixa as
coxas com menos apoio. O passageiro central acomoda-se melhor no
Peugeot, pois a ausência de apoio de braço evita o encosto duro dos
oponentes; no City o desconforto é acentuado pelo assento e a falta de
espaço.
A maior capacidade de bagagem é do Focus, 526 litros, contra 506 do
Peugeot (o fabricante às vezes informa 623, mas medidos com líquido, um
padrão incomum) e do City, 442 do Sentra e 415 do Cerato. O Nissan traz
interessante divisória plástica transversal, rebatível, que separa o
compartimento em partes dianteira e traseira. Nenhum deles consegue o
vão de acesso ideal, pois a tendência de estilos mais esportivos em
sedãs, com vidro traseiro inclinado, tem levado a uma tampa muito curta
na parte superior.
Continua
|