

O painel em grafite encobre um
charme do interior do 500; instrumentos colocados uns dentro dos outros
deixam sua leitura menos imediata |
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O vermelho e o vinho estão
também na faixa do painel do Palio; mais fáceis de ler, seus mostradores
exibem bom efeito visual de degradê


Ao lado da conveniência das
cinco portas, relativa em um esportivo, o Palio tem porta-malas bem mais
amplo, para quase 100 litros a mais |
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O
Palio oferece rádio/toca-CDs com MP3, interface
Bluetooth, entradas USB e para Ipod e
qualidade de áudio razoável, mas fica muito longe do que o 500 pode ter.
O sistema opcional do mexicano inclui sistema Blue & Me, que acrescenta
funções à conexão Bluetooth como acionamento por voz (em português
brasileiro) e leitura de mensagens de texto, e alto-falantes de alta
qualidade Bose, que produzem um som impressionante para suas dimensões.
Há um amplificador no porta-malas e os
subgraves estão a cargo de um falante compacto, abaixo do assento do
passageiro da frente. Vem ainda com comandos no volante, mas montados
atrás de seus raios — até se acostumar, o usuário pode ter dúvidas por
não enxergar as funções.
O nacional supera o "primo" importado em alguns itens: tem controle
elétrico de vidros com função um-toque e
sensor antiesmagamento para todos (no 500 os vidros apenas descem a
um toque; temporizador equipa ambos os
modelos), comandos nas portas em vez do console central, abertura e
fechamento de vidros comandada a distância, para-brisa com faixa degradê
(no 500, só a região do retrovisor tem serigrafia), acionamento
automático de faróis e limpador de para-brisa, três alças de teto
(contra nenhuma), comutador de farol como o do Punto (basta puxar para
trocar de alto para baixo, o que evita o puxa-empurra frequente em
estradas com algum tráfego no sentido oposto, e o farol nunca está em
facho alto quando é ligado) e apoio de braço central para o motorista.
O 500 dá o troco ao oferecer controle automático de temperatura do
ar-condicionado, controlador de velocidade,
maçanetas internas cromadas (mais fáceis de encontrar à noite) e
abertura da porta do motorista em separado das demais, o que é mais
seguro. Tem ainda um arranjo perfeito para as luzes externas: não existe
no comando a posição de luzes de posição ("lanternas"), que assim não
podem ser usadas indevida e ilegalmente para rodar, como é hábito de
muitos no Brasil. Só se obtêm essas luzes ao acender faróis com o carro
desligado, ou seja, estacionado. Isso deveria ser obrigatório.
Itens presentes em ambos (em alguns casos como opcional) são alarme com
proteção interna por ultrassom, retrovisor interno
fotocrômico, mostrador de temperatura
externa, configuração de funções, alerta
para excesso de velocidade, comando interno do bocal de abastecimento
(mais prático no 500, que dispensa uso de alavanca), espelhos nos
para-sóis (falta ao Palio a tampa do lado do passageiro) e alertas para
usar o cinto e verificar porta mal fechada com indicação específica. No
nacional houve grande progresso na posição dos difusores de ar centrais,
que na geração antiga ficavam à altura dos joelhos e não faziam seu
papel de enviar ar para a parte superior da cabine.
Inconvenientes em comum são a falta de luz de cortesia na parte traseira
da cabine e a escassez de espaço para objetos no console. Podem melhorar
no Palio a cobertura do porta-malas, em plástico sem revestimento, e os
comandos de ventilação em plástico duro. No caso do 500, a versão
mexicana ganhou tampa no porta-luvas, mas perdeu a função um-toque para
o comando do vidro do motorista que existia na importada da Polônia. E o
sistema de áudio só lê o pendrive conectado à porta USB com a ignição
ligada, embora o CD não precise dela para ser lido.
As maiores dimensões do Palio refletem-se em clara vantagem quando o
assunto é espaço interno, a começar pela homologação para cinco pessoas,
enquanto o 500 traz só quatro cintos. Embora tenha melhorado em relação
ao modelo antigo, o nacional permanece com espaço apenas razoável para
pernas e cabeças e um tanto limitado em largura. Mas apertado mesmo é o
mexicano, cujo banco traseiro destina-se a pessoas de menos de 1,70
metro de altura, mesmo assim com espaço reduzido para as pernas. Uma
cadeira infantil mais volumosa já obriga o ocupante da frente a avançar
seu banco.
Outra vantagem evidente do Palio é a conveniência das cinco portas. A
Fiat bem que tentou facilitar o acesso ao banco traseiro do 500, fazendo
com que os bancos dianteiros avancem por inteiro nessa condição, mas
passar por ali ainda não é uma tarefa confortável. Além disso, apenas o
banco do motorista tem memória de posição: o da direita (lado costumeiro
da calçada), mais usado para acesso à traseira, perde as regulagens de
assento e de encosto cada vez que é avançado — tipo de
incômodo aceitável num Mille, mas jamais num 500.
O placar mostra mais um ponto esperado a favor do Palio na capacidade de
bagagem, que é de 280 litros ante 185 do "primo". Contudo, só o 500 traz
a conveniência do encosto do banco traseiro bipartido (divisão em
50:50), algo que deveria ser revisto no carro nacional. Ambos permitem a
abertura da tampa por botão (o emblema da Fiat no caso do Palio), embora
o 500 tenha também controle elétrico no painel. Se no mexicano o estepe (agora em montagem externa, ao
contrário da versão polonesa, por força das alterações estruturais para
resistência a colisões) é temporário, bem estreito, no brasileiro é
usado um de 15 pol em vez das 16 pol das rodas de serviço, o que também
impede seu uso em futura reposição de pneu.

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