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A inspiração no Nuova 500 do passado dá um ar nostálgico e charmoso ao 500, que nessa versão vem enriquecido pela decoração e as rodas

 
 
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O Palio tem elementos atuais da marca em combinação menos pessoal, feita para agradar a grande público; o Sporting também tem acessórios

Apesar de pertencerem à mesma marca, os modelos têm origens bem diferentes. O novo Palio é a segunda geração de um carro longevo, lançado aqui em 1996 como parte de um projeto mundial da Fiat voltado a mercados emergentes. Já o 500, que apareceu em 2009, deriva do carro-conceito Trepiùno de 2004 e tem sua referência de estilo em um sucesso do passado, o Nuova 500, produzido de 1957 a 1975. O carro atual, contudo, é maior em todas as dimensões e adota concepção mecânica bem diversa, com motor e tração dianteiros em vez de traseiros.

Essa distinção afeta seus desenhos. Enquanto o ítalo-mexicano busca associação com seu antepassado, o brasileiro baseia-se em temas atuais de estilo. Se o 500 pode agradar muito a alguns e incomodar outros com suas linhas nostálgicas, para o Palio o objetivo foi obter um estilo mais impessoal, que seja aceito por um grande público,. Acreditamos que o resultado tenha sido bem-sucedido em ambos os casos. As versões trazem elementos próprios, caso dos para-choques do Sport, as (falsas) saídas de ar nos para-lamas do Sporting e as belas rodas de 16 pol de ambos.

O novo Palio não melhorou o coeficiente aerodinâmico (Cx) do modelo original de 1996, que era de 0,33, foi piorado em recente reestilização e agora volta ao antigo valor. Mesmo assim, o índice destaca-se no atual cenário em que a resistência ao ar parece cada vez menos importante no projeto de um automóvel. No 500, mesmo prejudicado pelo menor comprimento, o Cx é pouco melhor, 0,325. Com área frontal inferior, o valor final (área vezes Cx) é de 0,737 no mexicano ante 0,785 do nacional.

Se na parte externa o 500 mostra grande inspiração no modelo original, seu interior parece o de um carro atual, salvo pela grande faixa pintada que, quando vem na cor da carroceria, faz lembrar o tempo dos painéis de aço. No Sport avaliado, porém, a escolha de um tom grafite torna o acabamento sóbrio, a não ser pela costura vermelha do couro. Já o Palio Sporting é decidido a chamar a atenção pelo uso de vermelho e vinho na faixa sinuosa do painel, em parte do tecido e — como não poderia faltar em um Fiat esportivo nacional — nos cintos. Se para alguns é chamativo demais, para nós está coerente com a proposta da versão.

O 500 vem de série com revestimento em couro na parte mais externa dos bancos, enquanto o centro — onde mais ocorre contato com o ocupante — vem em um tecido mais aderente, boa medida para reter o corpo em curvas (couro integral é opcional). No Palio é usado apenas tecido de bom aspecto, mas não luxuoso. Quanto aos plásticos, os dois modelos usam o tipo rígido em praticamente todo o acabamento, o que incomoda no caso do 500 por sua faixa de preço superior.

O motorista encontra conforto em ambos os carros, mas com limitações. O banco do mexicano (amplo como se espera de um carro destinado aos EUA) é mais firme, mas sua cabine tem menos espaço para motoristas altos ou corpulentos e os apoios de cabeça são duríssimos. O nacional tem os pedais deslocados para a direita, embora em grau tolerável. Ajuste de altura está disponível para assento e volante, só que este não permite regulagem em distância. Para reclinar o encosto usa-se alavanca com pontos predefinidos, o que não julgamos ideal. Ponto positivo dos dois é o volante com boa pega — excelente no caso do Palio, que enfim oferece espaço adequado para o pé esquerdo ao lado do pedal de embreagem.

O Sporting impressiona bem com o aspecto do quadro de instrumentos, que usa um elegante degradê em vermelho — notável para um Palio, que anos atrás recorria à simulação infeliz do brilho de um contorno cromado. Seus mostradores estão bem dispostos e legíveis; já os do 500 vêm colocados um "dentro" do outro, o que requer alguma adaptação para se obter fácil leitura. As informações em si são as mesmas nos dois e incluem um completo computador de bordo com duas medições e consumo fornecido em km/l. A iluminação é funcional tanto no 500 (em laranja) quanto no Palio (em branco).

Apenas o mexicano oferece opção de teto solar, que é amplo, tem controle elétrico do tipo um-toque e corre por cima da carroceria, para evitar consumir um espaço interno já exíguo (pode também ser basculado). O incômodo é que a trama aberta da tela interna, de enrolar, deixa passar muito calor e luz do sol: como os ocupantes ficam com a cabeça próxima à tela e ao vidro acima dela, a sensação é muito desconfortável sob o sol tropical. A Fiat deveria rever com urgência essa questão.

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