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A Aircross tem desenho interno mais atual, sobretudo nos instrumentos, e usa detalhes de acabamento que simulam alumínio ou aço escovado

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A Idea 2011 ganhou volante atualizado e mostradores mais discretos, mas o painel tem formas já antigas e muito parecidas com as do Palio

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Só a Citroën oferece o amplo navegador com tela de 7 pol, que também exibe informações de áudio; poderia melhorar a inserção de endereços

Navegador que foi o primeiro em um carro nacional com mapa e integração ao painel (o do Fiat Linea era integrado já em 2008, mas não mostrava o mapa). Sua cobertura abrange 1.300 cidades e as mensagens de voz, em português do Brasil, podem ser masculinas ou femininas. A tela de sete polegadas permite ampla visualização e indica também a altitude de onde se trafega, só que os comandos são feitos por botões no aparelho de áudio, o que não é ideal: melhor seria por toques na tela, desde que esta ficasse mais ao alcance das mãos.

Assim, inserir um novo endereço é trabalhoso: requer a seleção de letra por letra em um botão giratório. A integração do navegador ao carro traz a conveniente comutação automática de modos diurno e noturno, conforme a luminosidade ambiente. O funcionamento da navegação em si mostrou-se bom, mas diversas vezes o aparelho indicou conversão proibida à esquerda em ruas de mão dupla.

Em termos de sistema de áudio, ambas podem contar com rádio/toca-CDs com MP3, interface Bluetooth para telefone celular e boa qualidade de som. A Fiat oferece conexões USB (para pendrive) e para Ipod no porta-luvas, mas fica devendo os comandos próximos ao volante que a concorrente possui. Se as duas trazem sensores de estacionamento na traseira, há vantagem na Citroën por mostrar em um gráfico na tela do navegador qual o lado do obstáculo. Assim pode-se, por exemplo, estacionar mais perto de uma parede ou de um carro atrás sem considerar uma coluna ao lado do para-choque que não represente risco.

O ar-condicionado da Aircross é superior pelo controle automático, a extensão para o porta-luvas (para manter bebidas frescas e chocolates íntegros) e os difusores do painel em posição correta, bem alta, pois o ar frio deve ser sempre direcionado para cima. Na Idea, a remodelação para 2011 incluiu ventilador com maior capacidade de vazão, mas não atacou seu ponto crítico: com difusores centrais à altura dos joelhos, o sistema não consegue resfriar a cabine de forma homogênea, parecendo não atingir a camada de ar quente que fica na parte mais alta. Além de reposicionar os difusores, a Fiat poderia remediar a situação com uma saída no topo do painel, como havia no Marea (desviar o ar para o para-brisa não é uma boa solução, pois torna ainda mais lenta a refrigeração do ambiente).

Nas duas, o controle elétrico dos vidros inclui sensor antiesmagamento e temporizador, ficando a função um-toque restrita aos dianteiros na Aircross (a Idea a tem nos quatro); há acionamento automático dos faróis e do limpador de para-brisa, travamento das portas automático ao rodar e com interruptor no painel, para-brisa com faixa degradê, luz interna com temporizador e apagamento gradual, indicador de temperatura externa e espelho convexo junto ao teto, ideal para acompanhar crianças no banco traseiro.

Vantagens da Aircross em detalhes são controlador e limitador de velocidade, para-brisa com isolamento acústico (uma de suas três camadas afasta ruídos), dois apoios de braço centrais na frente, mesinhas atrás dos encostos dianteiros (uma delas é opcional na Idea), volante com base chata (libera mais espaço para as pernas quando não esterçado), alarme antifurto com proteção por ultrassom (pode ser instalado em concessionária na concorrente), aviso para atar cinto, maçanetas internas cromadas (elegantes e que refletem luz à noite, tornando-se mais fáceis de encontrar), acendedor de cigarros, comutador de farol apenas de puxar (na concorrente, empurra-se para o facho alto e puxa-se para o baixo) e local para garrafas nas portas dianteiras,

A Idea responde com fechamento automático de vidros ao travar o carro, comando interno da tampa do tanque de combustível, opção de retrovisor interno fotocrômico e aviso específico de qual porta está mal fechada (apenas alerta geral na Aircross). Até o ano passado teria a vantagem adicional dos vidros laterais laminados, mais seguros em caso de quebra e escurecidos das colunas centrais para trás, mas esse opcional foi abolido no modelo 2011. Merece revisão nela a tomada de 12 volts no fim do console central, inconveniente para conectar um aparelho que fique bem à frente, como navegador portátil.

A altura interna típica desses veículos faz com que as duas sejam espaçosas, mas não em todas as direções: se no banco traseiro o espaço para pernas é bom, a largura mostra-se bastante limitada para três adultos. O passageiro central encontra melhor conforto na Idea; já o acesso poderia ser mais cômodo nas duas se não fossem tão altas. Deveria ser revisto na Citroën o curso dos encostos de cabeça: não sobem o suficiente para o ajuste correto a uma pessoa mais alta.

No compartimento de bagagem, vantagem discreta da Aircross em capacidade (403 ante 380 litros) e igualdade no uso de banco traseiro bipartido em 60:40. O estepe junto à tampa traseira, que ambas exibem como marca de seu espírito de aventura, é uma improvisação — inspirada em utilitários esporte com porta que se abre para o lado, como o EcoSport — que traz sério inconveniente no acesso ao compartimento de bagagem. Nas duas é preciso liberar a trava do estepe (na Aircross, pelo comando remoto da chave ou diretamente pela maçaneta se o carro já estiver aberto; na Idea, só por botão no painel) e puxá-lo para a esquerda para, enfim, poder erguer a tampa. Continua

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