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A potência adicional em baixa rotação deixa a Adventure mais ágil na cidade e no fora-de-estrada leve, mas os desempenhos são similares

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O rodar do EcoSport (embaixo) poderia ser mais macio; a concorrente é suave em pequenos movimentos, mas incômoda em maiores impactos

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Faróis em profusão na Locker: baixos (com refletor elipsoidal, muito eficiente) e altos separados, unidades de neblina e de longo alcance

Leve e preciso, o câmbio do EcoSport é mais agradável de usar, embora o da Adventure não comprometa. Só que a transmissão da Palio conta com o interessante bloqueio de diferencial com acionamento manual Locker (saiba mais sobre técnica abaixo), que pode fazer boa diferença em condições onde uma roda dianteira perde aderência e a outra a mantém. Vale notar que o sistema não atua como diferencial autobloqueante, tanto por não ser automático (depende de comando do motorista no botão do painel) quanto por atuar só em baixa velocidade (desliga-se a 20 km/h). Além disso, seu bloqueio é completo, 100%, o que não seria praticável em um autobloqueante.

O Eco tem o bom comportamento dinâmico habitual nos Fords, com respostas que chegam a surpreender dada a condição de utilitário esporte, mas poderia ter rodar mais macio e confortável. A Adventure ganhou amortecedores com mola interna, que fazem bom trabalho ao conter a inclinação da carroceria em curvas, dando-lhe boa estabilidade. A precisão de respostas foi um pouco prejudicada pela maior altura e os pneus de perfil alto, mas continua satisfatória. Em pequenas oscilações do piso seu rodar é bastante macio, mas se torna duro ao sofrer impactos ou transpor lombadas mais altas — a sensação é de que os novos pneus são muito rígidos e os amortecedores têm carga excessiva quando mais comprimidos.

Curiosamente, o mesmo modelo de pneu (Pirelli Scorpion ATR) que agrada pela baixa aspereza de rodagem na Palio incomoda um pouco no Eco, indicação de que o trabalho de absorção feito pela Fiat foi melhor que o da Ford. Com assistência hidráulica, ambas as direções oferecem peso correto em qualquer velocidade. Na Adventure agrada a relação mais baixa (direta), que torna as respostas rápidas, embora exija certa adaptação aos não habituados. Os freios estão bem dimensionados nos dois modelos e oferecem sistema antitravamento (ABS) como opção.

A Palio está muito bem-servida de faróis: principais de duplo refletor (sendo o baixo do tipo elipsoidal, muito eficiente, novidade no modelo 2009) e auxiliares de neblina e de longo alcance. Estes últimos não mostraram utilidade no carro avaliado, pois a iluminação ficava dentro da obtida pelo facho alto convencional, talvez questão de má regulagem. O EcoSport decepciona ao manter os faróis de refletor único, como se fosse um carro popular, já que até o Fiesta ganhou o duplo na linha 2008. Traz unidades de neblina, mas não a luz traseira de mesmo fim, também ausente da Palio. Se ambos têm terceira luz de freio, só a Fiat usa repetidores laterais de luzes de direção (nos retrovisores). Os retrovisores grandes e convexos têm ótimo campo visual nos dois.

Em segurança passiva, ambos os modelos cobram à parte por bolsas infláveis frontais e deixam o quinto ocupante sem cinto de três pontos. A favor da Adventure há o encosto de cabeça para esse passageiro e a opção de bolsas laterais para quem viaja à frente. Continua

Comentário técnico
> Os motores são bem conhecidos: na Palio, o 1,8-litro da Família 1 da General Motors, que compreende também versões de 1,0, 1,4 e 1,6 litro (esta última não mais usada); no Eco, o Zetec Rocam de 1,6 litro da própria Ford, que também o faz com 1,0 litro. Não são unidades de última geração, mas conseguem atender bem às necessidades desses modelos com baixo custo de produção.

> O sistema Locker da Adventure (na ilustração), desenvolvido em parceria com a Eaton, efetua o bloqueio total da função do diferencial, que é a de permitir velocidades (rotações) diferentes entre as rodas do mesmo eixo — no caso as dianteiras — em curvas. Ao acionar o botão ELD (Electronic Locker Differential) no lado esquerdo do painel (o carro deve estar parado e o freio de serviço acionado), o sistema eletromagnético faz com que um anel, que vence uma mola de retorno, trave juntas as planetárias que transmitem potência às semi-árvores e estas às rodas. Isso faz com que as duas rodas girem juntas e permite que a roda com tração mova o carro.

A mensagem ELD On aparece no painel durante seu uso. Se o motorista não o desligar antes, ao atingir 20 km/h o Locker se desativa e aparece a mensagem ELD Off. O manual do carro traz numerosas advertências sobre o recurso, que se destina apenas a pisos de baixa aderência e não deve ser usado se houver tração adequada. Se com ele em uso o motorista fizer curva em piso aderente, a direção fica pesada, o carro tende a seguir reto e o sistema pode se danificar. Portanto, não se trata de diferencial autobloqueante com bloqueio parcial e apto a uso em qualquer velocidade.

> Os amortecedores dianteiros Power Shock, com tecnologia Magneti Marelli-Cofap, são outra novidade da Adventure 2009. São equipados com uma mola interna, cuja função é contribuir para o controle da rolagem (inclinação) da carroceria em curvas. Um estabilizador mais grosso faria o mesmo efeito, mas com a desvantagem de deixar o rodar mais duro quando apenas um lado da suspensão passa por oscilações. Com tais amortecedores, a Fiat pôde aumentar a espessura do estabilizador dianteiro em apenas 2 mm em comparação ao da antiga Adventure, mesmo com o expressivo aumento de 20 mm no vão livre do solo, que passou para 190 mm.

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