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Embora com boa estabilidade, a suspensão do Sentra não é confortável e falta aderência aos pneus; já os faróis de refletor único e facho simétrico surpreendem

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O 307 roda mais macio sem prejuízo do comportamento em curva; os faróis têm facho baixo do tipo elipsoidal

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A corrigir no Nissan: as luzes de direção traseiras, no mesmo local das de posição, acendem em vermelho

A caixa tradicional do 307 inclui operação manual seqüencial por toques na alavanca seletora (sobe para frente, reduz para trás), condição em que passa à marcha superior no limite de rotações. Em modo automático provoca retenção (às vezes excessiva) de marcha ao desacelerar, a fim de produzir freio-motor e poupar os freios. Mas há dois problemas nesse câmbio, à parte as só quatro marchas: funcionamento que às vezes provoca trancos nas mudanças e lentidão em algumas respostas, como ao pedir redução automática pelo acelerador para uma retomada rápida.

As suspensões de ambos os modelos foram calibradas com foco mais no comportamento dinâmico que no conforto, mas a Peugeot chegou a melhor resultado: embora firme e estável, o 307 tem rodar macio (vale notar que a Peugeot adotou no modelo 2008 pneus 205/55-16, mesma medida do concorrente, no lugar dos 195/65-15 da unidade avaliada). O Sentra está errado em termos de suspensão traseira, com molas e amortecedores mais duros do que o ideal, e transmite bastante os impactos do piso para o interior. Também não agrada a aderência dos pneus em curvas rápidas. Embora transponha lombadas tão bem quanto o concorrente, em algumas delas nota-se a falta de batente hidráulico na distensão dos amortecedores.

O que agrada no Sentra é a leveza da direção (com assistência elétrica) em baixa velocidade, como em manobras de estacionamento, só que ela poderia se manter mais macia em média velocidade — em alta é firme como convém. A do 307, do tipo eletroidráulico, está bem calibrada em toda situação. Os freios deste contam com discos na traseira e reforço de assistência (mecânico) em emergência, mas os dois carros trazem sistema antitravamento (ABS) de série.

Os novos faróis do Peugeot são ótimos, com refletores elipsoidais no facho baixo e de superfície complexa no alto. Os do Nissan surpreendem: embora não tenham duplo refletor nem facho assimétrico (por seguir o padrão americano), iluminam muito bem. Mas há quatro outras vantagens no 307: repetidores laterais das luzes de direção, luz de neblina traseira (os faróis de mesmo fim vêm em ambos), ajuste elétrico do facho dos faróis principais e retrovisor esquerdo biconvexo, de campo visual bem maior que o plano do concorrente.

Como o Ford Fusion, o Sentra vem com luzes de direção traseiras vermelhas, esquema habitual nos Estados Unidos que deveria ser mudado aqui, embora a legislação não exija. É verdade que não bastaria alterar a cor da lente, pois usam-se os mesmos refletores das luzes de posição, mas o bom sendo recomenda que os fabricantes sigam o padrão local, como acontece no Honda Accord e no VW Beetle também mexicanos.

O Nissan é farto em bolsas infláveis: duas frontais (as únicas que equipam o Peugeot), duas laterais de tórax e duas cortinas. Ambos os modelos têm cinto de três pontos para o quinto ocupante, mas só o 307 vem com encosto de cabeça para esse passageiro. Continua

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