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O Sentra tem um painel correto, exceção ao mostrador digital de leitura nem sempre fácil; o porta-malas de 442 litros tem capacidade abaixo da média da categoria

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Além de superior em itens de conveniência, o 307 tem painel bem desenhado, instrumentos de fácil leitura e porta-malas mais amplo, com espaço para 506 litros

Os volantes de três raios são corretos em desenho, revestidos de couro e reguláveis em altura e distância (com liberação da regulagem dura demais no Sentra), mas a reclinação do encosto por alavanca divide opiniões.

A Nissan recorreu a um mostrador de cristal líquido para os indicadores de combustível, temperatura e marcha em uso. A solução, mais comum em carros baratos, prejudica a leitura durante o dia quando se usam óculos de sol (mesmo brandos), com faróis acesos ou não. O 307 não tem esse problema e usa fundo branco que escurece à noite, para boa leitura com a iluminação em vermelho (branca no concorrente). Há até termômetro de óleo, item inesperado nestes tempos de painéis essenciais.

Os dois trazem computador de bordo com mostrador separado na parte central do painel, sendo curiosos os enormes dígitos do carro nipo-mexicano. No franco-argentino há mais recursos (como consumo instantâneo e cálculo da quilometragem restante até o destino) e as indicações são em português e em nosso padrão de consumo, km/l. Ambos vêm com teto solar de comando elétrico, item agradável a que os fabricantes nacionais devem dar mais atenção. Em controle elétrico dos vidros o Peugeot é melhor, com função um-toque para todos (só para descer o do motorista no Nissan), temporizador que não se desativa logo que a porta é aberta e fechamento com controle remoto, o que inclui o teto solar.

O sistema de áudio do Sentra é referência: um Rockford Fosgate com qualidade bem acima da média, bons graves, leitura de MP3, capacidade para seis discos no painel e entrada frontal para equipamento auxiliar. O 307 vem com disqueteira para cinco CDs sob o aparelho do painel, mas não lê MP3 nem produz o mesmo áudio — por outro lado, traz comandos junto ao volante e permite ligar o aparelho sem a chave no contato.

O Griffe é bem mais rico em detalhes de conveniência: ar-condicionado com controle automático e duas áreas de ajuste (motorista e passageiro), limitador de velocidade, sensor auxiliar de estacionamento traseiro com mostrador gráfico, alarme com proteção interna por ultra-som, acionamento automático de faróis e limpador de pára-brisa (este conta com intervalo ajustável no Sentra), travamento das portas em movimento, buzina dupla (no concorrente é monotonal aguda), rebatimento elétrico dos retrovisores externos, telas contra sol no vidro traseiro, retrovisor interno fotocrômico e luzes de leitura à frente e atrás (apenas luzes gerais no Nissan).

O que o Sentra oferece a mais é comando interno do bocal de abastecimento, porta-CDs para oito discos junto ao pára-sol do motorista, maior espaço para objetos no console de túnel (incluindo um local com prática divisória ajustável) e destravamento da porta do motorista em separado. Bons detalhes presentes em ambos são comutador de farol só de puxar e que nunca o acende já em facho alto, espelho com iluminação nos pára-sóis, fechadura no porta-luvas e aviso específico para porta mal fechada. Mas falta aos dois a faixa degradê no pára-brisa e, no Nissan, o botão do pisca-alerta no painel deveria ser mais chamativo.

O 307 é mais espaçoso nos bancos dianteiros, mas atrás perde em acomodação lateral e para as pernas, por ser menor em largura externa e distância entre eixos. Já o passageiro central tem maior conforto nele, pois não há apoio de braço para incomodar as costas. Continua

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