


O desenho ousado da frente do
Pallas combina-se a uma traseira tradicional, mas com lanternas de forma
original: o conjunto é moderno e impressiona bem



A VW preferiu não arriscar no
Jetta, que é harmonioso e se inspira no Passat, mas não chama as
atenções |
Concepção e
estilo
Apresentado em julho no
Brasil, o Pallas é uma derivação do C4 hatch, que foi lançado no Salão
de Paris de 2004 em versões de três e cinco portas — a primeira delas
disponível aqui desde outubro do ano passado, em acabamento
VTR e ainda trazida da França. O
primeiro país a ter o sedã foi a China, onde ele recebe o nome
C-Triomphe, e apenas alguns mercados europeus o receberão mais tarde
este ano. A linha C4 representa a sucessão da família Xsara, de 1998,
por sua vez substituta da série ZX.
O nome Jetta é bem mais longevo, embora o carro seja recente. Esta
quinta geração foi lançada nos Estados Unidos e Europa em 2005 e no ano
seguinte no Brasil. Os europeus tiveram diferentes denominações em seus
antecessores, como Vento e Bora, enquanto os americanos sempre o
chamaram de Jetta. Para aumentar a confusão, no México o novo modelo é
vendido como Bora, pois a geração anterior — o Bora que temos aqui — já
se chamava Jetta por lá e permaneceu à venda.
No Pallas o estilo foge aos padrões habituais e impressiona bem. Os
faróis com as extremidades "puxadas" para trás, típicos dos novos carros
da marca, combinam-se ao teto em curva suave e à traseira com desenho
original, em que o porta-malas retilíneo contrasta com o formato das
lanternas. Enquanto a maioria dos sedãs recorre a uma borda na
extremidade da tampa — padrão iniciado em 1990 pelo BMW Série 3 —, o C4
adota um perfil clássico nessa região, que só encontra similar no
Chrysler 300C. O conjunto pode não agradar a todos, mas transmite
requinte e tem forte personalidade.
O Jetta segue outro caminho, mais tradicional, uma opção para agradar ao
máximo de pessoas sem se destacar. Inspirado no Passat, é um carro
atraente, mas que não chama atenção.
O coeficiente aerodinâmico (Cx) do Pallas
não foi divulgado, mas se espera que fique próximo ao 0,29 obtido pelo
hatch de cinco portas, portanto melhor que o 0,31 atribuído ao Jetta.
Mas a área frontal é um pouco maior no C4 por conta da altura da
carroceria.
Conforto
e conveniência
A Citroën também foi
mais ousada no desenho do interior, com o aspecto futurista do painel do
Pallas (igual ao do C4 VTR, salvo pelo aplique plástico na área central,
que simula madeira cinzenta no sedã e fibra de carbono no hatch). A
qualidade de materiais é boa, equivalente à do Jetta, e ambos vêm com
revestimento dos bancos e do volante em couro (opcional no Jetta).
O quadro de instrumentos digital do C4 é composto por duas telas: uma
apenas com o conta-giros em linha horizontal, fixada sobre a coluna de
direção (e que acompanha sua regulagem), e outra em posição central
elevada com as demais informações. Esta possui uma excelente iluminação
que se adapta à claridade ambiente, passando do tom amarelo ao branco
para garantir leitura perfeita em todas as condições — até mesmo ao
dirigir contra o sol com faróis acesos e óculos escuros. A outra é
iluminada em amarelo, o que às vezes a deixa pouco legível, assim como o
mostrador do computador de bordo, acima do rádio (a função de autonomia
está sempre à vista na tela principal).
Continua
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