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C3: estabilidade muito boa e
rodar relativamente macio, mas suspensão ruidosa |
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Punto: ótimo acerto de
suspensão, pneus excessivos, faróis sem duplo refletor |
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Fit: amortecedores firmes ajudam
no comportamento, mas prejudicam conforto |
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Fox: novos faróis duplos,
suspensão ajustada para boa estabilidade sem maciez |
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O
comando de câmbio do Punto — como o do C3 — é bom, com engates suaves e
precisos, mas não chega a se igualar a duas referências nacionais aqui
presentes, o Fox e o Fit. E a Fiat bem poderia eliminar o redundante
anel-trava para engate da marcha à ré, que Honda e Citroën não usam,
pois existe bloqueio interno contra operação involuntária (no Fox é
necessário o recurso de apertar a alavanca para baixo, pois a ré fica
junto à primeira).
O fato de a suspensão dos quatro usar os mesmos conceitos (veja
na ficha técnica) não impede que eles se comportem de maneiras
diferentes. O Punto cativa pelo acerto típico dos Fiats mais recentes,
como a Idea: absorve muito bem as irregularidades, tem comportamento
correto e transpõe lombadas sem problemas. Não há o excesso de
oscilações e de inclinação em curvas conhecido da linha Palio, o que —
somado aos largos pneus — chega à sensação de ser um chassi à espera de
um motor, o exato oposto do Palio 1.8R...
Também o C3 tem estabilidade das melhores, mas o rodar é um pouco menos
confortável e bem mais ruidoso. O Fit e o Fox ficam bem atrás em
conforto: no primeiro, a carga de amortecedores chega a ser
ridiculamente alta, fazendo o carro copiar as mínimas irregularidades do
piso; no outro, notam-se molas e amortecedores bem firmes, situação
agravada pelo pneus de perfil mais baixo no grupo, 195/55-15. Ambos são
estáveis em curvas, mas o usuário urbano terá muito a lamentar até que
descubra essa qualidade.
Os freios são equivalentes em poder de desaceleração. Sistema antitravamento (ABS)
vem de série no Fit
LX-L e como opcional no Punto e no Fox, mas não está disponível no C3 de
1,4 litro. Por outro lado, o Citroën se destaca em direção
pela calibração perfeita da assistência elétrica: é leve ao extremo em
baixa velocidade — ao contrário da do Fit, de mesmo sistema — e precisa
em alta. No Punto e no Fox a assistência hidráulica funciona a contento,
mas sem a mesma leveza do C3 nas manobras.
Com a adoção de faróis de duplo refletor
na linha 2007, o Fox se equiparou em iluminação ao C3 e deixou para trás
o Punto (que neste aspecto perde para um humilde Palio Fire) e o Fit. Os
três primeiros vêm com faróis de neblina, mas o Fiat não tem a luz
traseira de mesma finalidade e nenhum deles permite ajuste interno do
facho dos faróis. Só o Citroën usa repetidores laterais das luzes de
direção — cuja ausência é mais grave no VW e no Honda pela posição das
luzes dianteiras. Já passou da hora de os fabricantes manterem no Brasil
os itens originais das versões européias, sem economias que afetem a
segurança.
O Fox é o único a usar retrovisor esquerdo de lente plana, com menor
campo visual que a convexa dos demais.
Ainda em visibilidade, os quatro modelos a prejudicam em graus variados
pelas colunas dianteiras largas e avançadas, em especial o Punto (em que
a pequena janela auxiliar é inútil no lado do motorista) e o Fox (sem a
janelinha e com as colunas mais largas).
Como avaliados, todos vêm com bolsas infláveis apenas frontais, de série no Honda e
opcionais nos outros (a Fiat oferece ainda bolsas laterais e cortinas).
Só o Punto traz encosto de cabeça para o quinto
ocupante, que não tem cinto de três pontos em nenhum dos modelos.
Continua
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