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> O motor Duratec
de 2,3 litros do Fusion (abaixo) é da mesma família do 2,0 usado em Focus,
EcoSport e Mondeo. E, ao contrário do que muitos imaginam, tem
origem Mazda, assim como a plataforma do carro. É um propulsor moderno e dotado de
vários recursos para maior eficiência, como cabeçote de
alumínio, variador de fase
para o comando de válvulas de admissão e
coletor variável.

Deixa bem para trás, nesse aspecto, o veterano 2,4-litros do
Vectra, que surgiu em 2000 para equipar S10 e Blazer (com duas
válvulas por cilindro) e pouco representa de evolução sobre o
1,6 lançado em 1982 no Monza. Esse motor é sobretudo modesto em
potência específica: apenas
60,7 cv/l com gasolina, ante bons 70,6 do Fusion. Por outro lado, a
GM conseguiu torque bem superior, um ponto em que o Fusion
decepcionou diante do aparato tecnológico.
> O câmbio do Vectra é bem conhecido. De quatro
marchas, tem três programas de funcionamento: normal, esportivo
(que faz as mudanças |
ascendentes em maior
rotação e retém mais as marchas ao tirar o pé do acelerador) e
de inverno (para saídas mais suaves, em nosso caso útil sobre
lama ou grama molhada). E traz o exclusivo controle de
ponto-morto, que contribui para menor consumo no trânsito
congestionado. O do Fusion, de
cinco marchas, não oferece qualquer seleção ao motorista: a
escolha de modo de funcionamento cabe à central eletrônica, que
inclui lógica para evitar a conhecida "caça" de marchas em
subidas de serra (quando o câmbio troca para cima e para baixo
sucessivamente). Saiba mais
sobre a posição L.

> As suspensões do Fusion são bem mais elaboradas: dianteira
por braços sobrepostos, em vez da McPherson do Vectra, e
traseira independente multibraço (acima), ante o tradicional eixo de
torção (saiba como funciona cada
conceito). Tudo seria diferente se a GM não fizesse um
retrocesso técnico nesta geração de seu médio-grande, pois a
anterior (1996-2005) já usava multibraço atrás, com ótimos
resultados. |