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Com os pneus 215/45-17 opcionais o Vectra tem boa estabilidade, mas com rodar firme e pouco confortável, no que contribui a suspensão herdada do Astra

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O Fusion prima pelo rodar suave e comporta-se muito bem; desagradam o limitado esterçamento da direção e as lanternas traseiras -- as setas piscam em vermelho

O câmbio automático do Vectra tem quatro marchas, três programas de funcionamento e controle de ponto-morto. O do Fusion acrescenta a quinta marcha e mostra apenas duas posições à frente: D (drive) e L (low) — saiba como funciona. As duas caixas operam corretamente, mas a do Ford parece menos decidida quanto às mudanças.

À simplicidade de conceitos das suspensões do Vectra o Fusion opõe um conjunto sofisticado (saiba mais), o que traz resultados em termos de conforto: absorve bem melhor as irregularidades do piso, um ponto crítico do carro nacional que vem de sua origem, o Astra. Os pneus 225/50-17 contribuem, com perfil pouco mais alto que os 215/45-17 do Vectra (opcionais; a medida de série é 205/55-16). E os dois transpõem lombadas normalmente.

Apesar da notável aderência dos pneus, o comportamento dinâmico dos dois poderia ser melhor. O Chevrolet é um tanto sensível a pisos mal conservados, enquanto o Ford revela assistência algo excessiva de direção em velocidade e, ao contrário de alguns modelos da categoria, não deixa o motorista esquecer o tamanho e o peso do carro ao andar rápido. De qualquer modo, as críticas valem para quem vai dirigi-los como esportivos, não como os pacatos sedãs que são. Ainda em direção, lamenta-se no Fusion a limitada capacidade de esterçar, que impõe sucessivas manobras ao estacionar. O diâmetro de giro de 12,2 metros, ante 10,85 m do Vectra, ilustra o problema. Neste o volante poderia ser mais leve em baixa velocidade.

Os freios dos dois são potentes e eficientes, com grandes discos, sistema antitravamento (ABS) e distribuição eletrônica entre os eixos (EBD). Não há controle de tração ou de estabilidade. Em iluminação, os faróis têm duplo refletor de superfície complexa, mas os do Fusion usam facho simétrico — o normal é assimétrico, com maiores alcance e altura no lado direito — e são menos eficientes. Em ambos os modelos há unidades de neblina (do tipo elipsoidal no Ford), com vantagem para o Vectra por trazer também luz traseira de nevoeiro, ajuste elétrico do facho dos faróis e repetidores laterais das luzes de direção.

No Fusion, um problema que a fábrica precisa resolver: as luzes de direção traseiras piscam em vermelho e não âmbar (laranja), padrão de nossa legislação desde 1985. Se usadas junto dos freios, um lado fica aceso e o outro pisca. Para corrigir isso será preciso mais que alterar a cor da lente, pois as lanternas englobam as luzes de freio, posição e direção na mesma lâmpada. Outros modelos nascidos para os EUA, como S10 e Blazer, tiveram as lanternas redesenhadas na versão brasileira pela mesma razão. Mais uma característica americana do carro está nos retrovisores: o esquerdo é plano (convexo no Vectra, com maior campo visual) e o direito traz uma antiquada advertência sobre a lente convexa, como exigido naquele país.

Em segurança passiva, porém, o Ford está à frente, ao vir de série com cortinas infláveis, que protegem toda a área dos vidros laterais, e três suportes para cadeiras infantis padrão Isofix no banco traseiro. Possui também bolsas infláveis frontais e laterais (como o Chevrolet) e permite desativar a bolsa frontal do passageiro. Ambos os carros alertam o motorista para o uso do cinto — o Fusion também o passageiro da frente — e oferecem o tipo de três pontos para todos os ocupantes; só o Vectra, porém, traz o encosto de cabeça central traseiro. Continua

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