

A falsa moldura dos
instrumentos do Siena não ficou bem, mas o painel traz computador de
bordo e sistema de configuração; os difusores de ar continuam baixos,
impróprios para ar-condicionado


Moldura prateada não chega a
valorizar o simplório painel do Fiesta, com marcadores de combustível e
temperatura pequenos e de difícil leitura; já os difusores de ar são
ótimos |
O
Siena não prima pela qualidade dos plásticos, mas passa sensação de requinte (sobretudo pelo revestimento aveludado dos bancos) e de
melhor qualidade de montagem. A escolha de cores revela mais inspiração
que no concorrente, onde os tons cinzentos e o preto dominam. Os dois
carros dispõem de bons espaços para objetos, embora o porta-luvas do
Siena desapareça com a montagem de disqueteira.
Ambos foram bem projetados quanto à posição do motorista, com ajuste de
altura do banco (no Siena é elétrico, mas só como
opcional e vinculado às bolsas infláveis laterais) e do volante do Fiat,
mas o
Fiesta tem assento curto e apoios laterais muito discretos. O HLX volta a ser
superior no painel: além de marcadores de combustível e temperatura bem
legíveis — os do Ford são de cristal líquido e bem pequenos —, traz
computador de bordo e sistema de configuração de funções, não oferecidos
no oponente.
Bem melhor, também, é o sistema de áudio do Siena, com reprodução de
MP3, melhor qualidade sonora e formato
integrado ao painel, o que inibe o furto e melhora o acabamento. No
Fiesta é usado um medíocre aparelho com botões pequenos e
confusos e parcos ajustes de equalização — um flagrante retrocesso em
relação ao amplo equipamento da antiga geração, ainda em uso no Focus.
Para o consumidor, o melhor
é optar por outro equipamento.
Há mais vantagens no Siena: controle elétrico dos vidros com
função um-toque e sensor
antiesmagamento em todos, porta-óculos
no teto, abertura interna da tampa do tanque, retrovisor interno
fotocrômico (opcional), alerta
programável para excesso de velocidade, pára-brisa com faixa degradê,
aviso para porta mal fechada, acionamento automático dos faróis e do
limpador de pára-brisa (opcional), indicador de temperatura externa,
ativação da luz interna pelas portas traseiras (falta imperdoável no
oponente) e alça para fácil liberação da trava de segurança do capô.
O Fiesta é superior apenas pelo espelho no pára-sol do motorista (sempre
esquecido pela Fiat), travamento das portas a distância (mas
com uma escandalosa buzina de ativação) e os difusores de ar com
desenho prático e posição ideal — são baixos demais no Siena, o que
impede uma refrigeração homogênea. A Ford ao menos corrigiu algumas faltas na linha 2005, como
travamento automático das portas ao rodar e
temporizadores da luz interna e do
controle elétrico dos vidros. Até luz de leitura traseira o Sedan tem,
mas só uma. Quem sabe a segunda venha em 2006...
Continua
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