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No painel do Ranger, de linhas conhecidas mas ainda atuais, a vantagem do computador de bordo, no centro

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O motorista do Hilux está diante de um ambiente mais moderno e esportivo, com todo o jeito de carro de passeio

Isso não significa que o Ranger não seja luxuoso e bem-acabado — pelo contrário. Com o revestimento dos bancos em couro, bom acabamento geral e um painel que não perdeu atualidade, embora adotado há 10 anos, transmite sensação de conforto. Só que agradam no Hilux as formas modernas do interior, sobretudo o painel, que não ficariam fora do contexto se vistas dentro de um Corolla. Até detalhes como o vidro traseiro (corrediço no Ford e fixo, mas com desembaçador, no Toyota) e o freio de estacionamento (acionado por pedal no primeiro e por alavanca no console no segundo) revelam a diferença de conceito: um quer se manter picape, o outro tende a parecer um carro.

Onde o Hilux poderia ser melhor é na posição de dirigir. Embora com os mesmos ajustes de banco e volante que o concorrente, dá trabalho encontrar a melhor acomodação, pois o assento fica algo curvado à frente (a não ser que seja abaixado) e o volante está um pouco longe, um mal de que o Corolla também padece — será que a marca usa chimpanzés em suas definições de ergonomia? Nada disso incomoda no Ranger, que ainda tem colunas dianteiras mais recuadas, boa característica que desapareceu dos novos projetos. Estranho no Ford é o topo do pára-brisa baixo demais (piorado por uma faixa preta desnecessária), que dificulta ver certos semáforos e quase dispensa os pára-sóis.

Os instrumentos do Hilux são bonitos e funcionais, apesar da iluminação "fria" em branco (é verde no concorrente), mas o Ranger oferece mais informações: computador de bordo (que inclui voltímetro e indicador de altitude, mas não consumo instantâneo), indicador de temperatura externa e manômetro do turbo digital, composto por nove barras, o que todo carro com motor superalimentado deveria ter. Por ele se nota que o turbo "enche" até a pressão máxima (1,5 bar) abaixo de 3.000 rpm com o acelerador todo aberto, mas pode trabalhar com baixa pressão nessa faixa de giros, para menor consumo.

O Ford tem um bom rádio/toca-CDs, com botões grandes que deixam saudades ao entrar no Fiesta ou no EcoSport, mas o sistema de áudio do Toyota arrasa. Não pela qualidade sonora em si, que é boa nos dois, mas pelos recursos: soma toca-fitas, disqueteira para seis CDs no próprio painel e a capacidade de ler MP3 — talvez se possa dar a volta ao mundo sem precisar inserir novas mídias no aparelho ou ouvir músicas repetidas... Bem curioso é seu equalizador oferecer programas pré-definidos para carros compact, sedan e minivan — faltou a opção pickup... Continua

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