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Ousadia no interior da Citroën: desenho futurista, câmbio em posição elevada e painel digital no centro, com alerta de excesso de velocidade, mas não conta-giros

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Na Peugeot, um ambiente mais conservador e muito agradável, com instrumentos bem legíveis, computador de bordo e o mesmo ar-condicionado de controle automático

Sentado diante dos bons volantes (novo na Picasso, agora o mesmo do C5, e ajustável também em profundidade na 307), logo se percebe uma diferença: a perua dá liberdade de escolha de altura (ao passageiro inclusive), permitindo bom ajuste qualquer que seja a preferência, enquanto na minivan a posição "de utilitário" é obrigatória (ainda que haja ajuste), não sendo possível se sentir como em um automóvel.

Preferimos claramente a primeira, já que atende a gostos variados sem prejuízo do conforto. O motorista da Peugeot chega a ter a impressão de um carro grande — o Omega nacional, por exemplo —, enquanto o da Citroën parece estar em um furgão comercial, com todo aquele volume de vidros e colunas à frente.

Muito espaçosas nos bancos dianteiros, as duas acomodam bem as pernas de quem vai atrás, graças à distância entre eixos acima da média (a da 307 chega ao patamar de uma Passat Variant, de segmento superior) e ao ajuste longitudinal do assento. Na SW os encostos reclinam um pouco; na Picasso seria melhor se o assoalho fosse mais baixo, mesmo que perdesse os porta-objetos embutidos (que muitos não usam por adotar sobretapetes). Em ambas, cabeças e ombros têm bom espaço e há mesinhas nos encostos dianteiros. Inconveniente da Peugeot é o banco central estreito, enquanto o da Citroën é igual aos laterais e mais largo.

Na Europa a 307 SW é vendida com sete lugares, uma vantagem sobre a versão Break e a maioria das peruas. No Brasil, porém, a Peugeot optou por apenas cinco bancos, em que os traseiros podem ser montados (no máximo dois) em uma terceira fileira ou retirados (até os três) para criar outras opções de transporte. O banco lateral só se encaixa no lado direito da terceira fila, e o central, apenas no lado esquerdo. Este pode ainda ser rebatido e se tornar uma mesa com quatro porta-copos.

No lançamento da perua a Peugeot anunciou que bancos adicionais seriam vendidos em concessionárias, mas acabou voltando atrás e perdendo a oportunidade de se destacar. Talvez tenha reconhecido que o conforto nesses assentos (ou no central montado naquela posição) é mínimo: pernas, quadris e cabeça ficam apertados e o acesso é complicado — nada comparável à Zafira, que até que acomoda adultos em pequenos trajetos. Esses lugares dispõem de cintos de três pontos e mover o banco não é difícil, embora pese consideráveis 15 kg.

Da 307 em configuração européia sobrou o amplo (1,33 m² de área) teto envidraçado, fixo, que é certamente agradável — a não ser nos horários de sol mais intenso, quando convém usar o forro. Este tem comando elétrico por botão no console, com função um-toque, e não rouba espaço vertical como acontece com o mecanismo do teto solar do Fiat Stilo. A Break, que não dispõe desse teto, seria uma boa opção mais barata para o Brasil. Continua

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