

No Palio 1,25 os novos
instrumentos não têm o malfeito acabamento do 1,8, mas a configuração de
funções é mais limitada



Os mostradores do 206 têm
agradável fundo eletroluminescente, mas os comandos de vidros traseiros
e alavancas de reclinação dos bancos deveriam ser revistos |
O motorista senta-se alto no Fiat e encontra
boa posição do volante e dos pedais. No Peugeot há ajuste de altura do
banco, mas é difícil acertar o melhor ponto, ficando o volante algo
distante das mãos. Também não aprovamos a regulagem do encosto por
alavanca, em pontos definidos, e os apoios laterais muito duros e
salientes. Os painéis incluem conta-giros e computador de bordo, que no
Palio não informa a temperatura externa (só o faz na versão 1,8) e no
206 indica o consumo em litros/100 quilômetros, inaceitável em um carro
nacional.
Este mostra ainda o nível de óleo e a quilometragem até a próxima
revisão, ao dar partida ao motor. A iluminação em alaranjado é usada com
êxito nos dois e o fundo dos instrumentos do Peugeot, prateado e do tipo
eletroluminescente, é de muito bom
gosto — um padrão a ser imitado pela GM no lugar de seu fundo branco.
Esta versão do Fiat não tem o criticado acabamento de mostradores da
1,8, que tenta imitar uma moldura em relevo, mas perde algumas funções
do sistema de configuração.
O novo Palio ganhou controle elétrico dos vidros com
função um-toque em todos (só no do
motorista no 206) e sensor antiesmagamento
(há temporizador em ambos os carros),
embora a posição dos botões nas portas dianteiras pudesse ser mais
recuada. No oponente eles ficam no console, o que é aceitável para os
dianteiros, mas não para os traseiros: parecem destinados ao acionamento
com os pés pelos passageiros que viajam atrás...
Outros destaques do Fiat são o sistema de áudio opcional (com toca-CDs
capaz de reproduzir MP3, posição
elevada no painel e comandos amplos para fácil operação), comandos
internos da tampa traseira e do bocal do tanque, alerta para excesso de
velocidade (cuja programação deveria ser mais prática), temporizador dos
faróis, duas medições no computador de bordo, lingüeta de liberação da
trava do capô bem acessível, pára-brisa com faixa degradê e travamento
automático das portas ao rodar.
Vantagens do 206 são o acionamento automático dos faróis e do limpador
de pára-brisa (este possui ajuste manual do intervalo no Palio),
controles do sistema de áudio junto ao volante, ajuste elétrico do facho
dos faróis, espelho também no pára-sol do motorista, comutador de farol
alto/baixo ideal (só de puxar e que nunca o acende já em alto) e rede
para reter objetos no compartimento de bagagem.
Continua
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