

Meriva: um representante moderno do
perfil de minivan, com formas
angulosas e lanternas traseiras elevadas


Palio Weekend: apesar da idade, um dos
exemplos mais felizes de perua pequena,
com linhas ainda muito harmoniosas |
Concepção e
estilo
Completando um ano de mercado em agosto
último, a Meriva ainda é plenamente atual em termos internacionais.
Aliás, foi um raro caso — outro havia sido o Chevette — de modelo
lançado no Brasil seis meses antes da Europa, o contrário do
usual. É verdade que a versão "deles" tem conteúdo infinitamente
superior à "nossa" (saiba mais), mas isso
é outro assunto. Embora desenvolvida sobre a plataforma do novo Corsa,
ganhou uma distância entre eixos 14 cm maior, superando a do Astra e
mesmo a da Scénic, que nasceu de um carro médio-pequeno (Mégane) e não
de um pequeno.
A Weekend, bem conhecida dos brasileiros, surgiu em 1997 por aqui,
derivada do Palio lançado um ano antes, ambos projetos do estúdio
italiano I.DE.A. Ainda naquele ano chegava ao mercado europeu, importada
de Betim, MG, como ocorrera no passado com sua antecessora Elba. No
modelo 2001 foi remodelada na frente e na traseira, ganhando traços do
renomado Giugiaro e rejuvenescendo-se o bastante para que, aos seis
anos, permaneça agradável e contemporânea.
Em termos de coeficiente aerodinâmico (Cx)
há equilíbrio, com 0,32 na Weekend (valor do primeiro modelo; não há
informação do atual) e 0,334 na Meriva, mas esta é claramente
desfavorecida na área frontal, que afeta o resultado aerodinâmico final
(multiplica-se o Cx pela área).
E qual o melhor estilo? Trata-se de típica opção pessoal, de acordo com
a maior ou menor aceitação das características de uma minivan. Os mais
conservadores tendem a preferir a Fiat, enquanto a GM conquista alguns
dos mais arrojados — não todos, como constatamos durante o último ano. O
fato é que ambas exibem linhas atuais (a Palio um pouco menos, claro) e
equilibradas, merecendo a mesma nota a nosso ver.
Continua
|