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O rodar confortável é um destaque do Eco; o botão 4WD divide a tração em 50% por eixo, útil em situações fora-de-estrada

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O RAV4 é um pouco duro, mas comporta-se muito bem; o câmbio automático é de série e a tração integral está sempre em uso

No RAV4, a caixa automática é simples (quatro marchas, com botão para isolar a quarta, e controle eletrônico) mas correta, operando no momento exato que o motorista solicita pelo acelerador. Seria bem-vinda uma lógica de retenção de marchas ao tirar o pé rapidamente, como fazem algumas caixas modernas, para gerar freio-motor sem a necessidade de uso da alavanca. As relações bem mais longas que as do Eco o deixam muito agradável em velocidades de viagem.

Os sistemas de tração integral seguem princípios diferentes (saiba mais), mas têm algo em comum: estão sempre prontos a atuar pela melhor aderência, sem que o motorista precise acionar um comando ou mesmo ter qualquer conhecimento de como o operar. Uma vantagem expressiva em relação ao sistema temporário, acionado por alavanca, usado por exemplo no Chevrolet Tracker.

O EcoSport tem um botão no painel (4WD) para fixar a repartição de torque em 50% por eixo, cujo efeito é notado com clareza ao andar forte em pisos de baixa aderência: diminuem muito as reações no volante da perda de tração de cada roda, tornando o dirigir mais tranqüilo — além, é claro, de permitir desatolar o veículo em certas situações. No RAV4 esse é o funcionamento normal, já que as quatro rodas tracionam sempre.

Os dois modelos contam com moderna suspensão independente nas quatro rodas, de grande eficiência. Mesmo em curvas com piso irregular o comportamento é perfeito, sem saltitar, o que os velhos eixos rígidos (como o do Tracker citado) são incapazes de conseguir. Respeitadas as limitações do alto centro de gravidade, podem ser dirigidos com vigor sem causar surpresas, para o que contribuem os pneus de desenho mais para asfalto que para fora-de-estrada.

São primorosos também na transposição de lombadas, mas o Eco mostra uma calibragem mais suave da suspensão, o que beneficia o conforto sobre piso irregular. O RAV4 é um pouco duro nessas condições, mesmo com pneus de perfil mais alto — em contrapartida, passou incólume pelo mesmo percurso fora-de-estrada onde o oponente raspou partes inferiores duas vezes.

O Toyota está mais bem-dotado de freios, com discos também na traseira e maior diâmetro, enquanto o sistema antitravamento (ABS) equipa os dois. Sua direção também agrada mais: é extremamente macia em baixas velocidades sem se tornar leve demais em altas. Ambos os modelos contam com faróis de refletor único, unidades para neblina, luz suplementar de freio e retrovisor esquerdo também convexo, mas faltam ao Ford os repetidores de luzes de direção nos pára-lamas e a luz traseira para nevoeiro. Continua

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