

Corsa: motor potente e mais
suave na linha 2006, rodas de 14 pol, suspensão firme e não muito
confortável


C3: bom desempenho apesar da
menor cilindrada, rodas de 15 pol e um acerto de suspensão muito bom


Palio: o mesmo motor do Corsa
com mais potência, rodas de 14 pol e suspensão firme, exclusiva do 1.8R |
A vantagem do motor de maior cilindrada, portanto, é razoável em torque
mas inexpressiva em potência.
A GM procedeu a uma reforma em seu motor para este ano (saiba
mais sobre técnica), o que atenuou em muito sua conhecida aspereza
em alta rotação. Ficou bom, mas não tanto quanto o do C3, que brilha com
seu funcionamento suave (embora um pouco menos ao rodar com álcool) e
tem a melhor absorção de ruídos mecânicos, audíveis em excesso de dentro
do Corsa. No 1.8R o pequeno encurtamento do diferencial (em 3%) acentuou
sua já elevada rotação em viagem, que incomoda um pouco, embora seja
aceitável pela proposta esportiva.
O bom torque em baixa dos modelos de 1,8 litro reflete-se em agradável
agilidade, com respostas sempre prontas que, na maioria dos casos,
dispensam reduções de marcha para uma retomada em meio ao trânsito. O C3 está longe de decepcionar nesse quesito,
mas ficou para trás em aceleração e retomada na simulação de desempenho
do Best Cars. O Palio foi o mais brilhante nesses aspectos, além
de obter maior velocidade máxima por pequena margem. Por outro lado, o
Fiat perdeu em todas as condições de consumo, em que Citroën e Chevrolet
partilharam a liderança (veja
os números e a análise detalhada).
Os três carros têm bom comando de câmbio, com destaque para o C3, que
também tem o engate da marcha à ré mais fácil, sem uso de anel-trava.
Este é necessário no Corsa, pela posição junto à primeira, mas deveria
ser removido do Palio, que tem bloqueio interno para evitar engate
involuntário. O Citroën possui os melhores freios, com sistemas
antitravamento (ABS) e de assistência
adicional (apenas o primeiro é disponível também no Palio), e uma
excelente direção com assistência elétrica, levíssima em baixa
velocidade e com peso correto em alta. Os demais usam sistema hidráulico
e, se agradam na estrada, não conseguem ser tão confortáveis nas
manobras.
A suspensão recalibrada do 1.8R em relação à do Palio HLX (saiba
mais sobre técnica) resultou em bom acerto para a proposta da
versão: sem gerar desconforto com molas duras demais, ganhou
amortecedores firmes, o que sempre faltou às demais versões. Nota-se o
rodar bem controlado, que transmite confiança ao tomar as curvas
rapidamente, em especial em uma seqüência delas. Só ficou um pouco
"seco" em lombadas, que os outros Palios transpõem melhor. No XTR e no
SS não há novidades: permanecem firmes e muito estáveis, mas o Corsa
poderia ser mais confortável em pisos irregulares.
Os sistemas de iluminação são muito bons, com faróis de
duplo refletor e
superfície complexa e unidades de
neblina à frente e (exceto Palio) atrás. Só o C3 vem com repetidores
laterais das luzes de direção e retrovisor esquerdo
convexo, bem melhor que o plano dos
demais. O Corsa fica devendo a terceira luz de freio (presente nos
adversários) e o ajuste elétrico do facho dos faróis, que a versão
Premium 1,8 possui. Este último item também foi eliminado no C3 2006,
assim como o ótimo comando no painel para as travas infantis das portas
traseiras — em que era exclusivo na produção nacional. A visibilidade é
boa nos três, um pouco menos no XTR por causa das colunas dianteiras.
A Citroën inclui de série bolsas infláveis frontais, enquanto a Fiat
oferece como opcionais tanto essas quanto as laterais, e a GM, nenhuma
bolsa nesta versão. Os três possuem apenas dois encostos de cabeça e
cintos de três pontos na traseira.
Continua
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