> O
comando de válvulas variável
VTEC do Civic é mais elaborado que o
variador de fase do Mégane,
mas ambos cumprem a função de melhorar a distribuição de
potência por toda a faixa de operação. Nota-se nos dois motores
que existe força logo em baixas rotações, embora com vantagem
bem perceptível ao Renault pela maior cilindrada. Este possui
ainda coletor de admissão de
geometria variável.
> Só o câmbio do Mégane possui comando para o modo de
inverno, que torna as acelerações mais suaves e pode ser útil,
no Brasil, para rodar na lama ou em grama molhada. Há também o
modo esportivo, que retém mais as marchas inferiores, e um
botão para desativar a quarta marcha, que no Civic pode ser
desligada colocando-se a alavanca na posição D3. |
O que faz falta no Honda é
um meio de reter o câmbio em
primeira, para descidas de serra íngremes: a posição L (low,
marcha baixa) deixa entrar a segunda, nem sempre
conveniente.
> Em um segmento onde predomina a suspensão traseira por
eixo de torção, das mais simples, é interessante ter nos dois
modelos sistemas independentes mais elaborados: por braços
sobrepostos no Civic e por braço arrastado (longitudinal) no
Mégane. Este recorre a barras de torção como elemento elástico,
em vez de molas helicoidais, uma tradição francesa que tem
perdido adeptos — era assim no Peugeot 306, por exemplo, mas não
é mais no 307. Uma vantagem do conceito usado pela
Renault é formar um conjunto compacto, que toma menos espaço do
porta-malas. |