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Comparativo Completo
Simulação de desempenho
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Embora próximos em potência (apenas 8 cv a mais no Mégane), os carros mostram boa diferença no desempenho. O modelo da Renault conseguiu, na simulação do consultor Iran Cartaxo para o BCWS, vantagem razoável em velocidade máxima (10 km/h) e aceleração (1,6 s no caso de 0 a 100 km/h), enquanto as retomadas de velocidade apontam equilíbrio. Há contra o Civic o fato de oferecer bem menos força em baixas e médias rotações, o que se torna claro quando há apenas quatro marchas, como nestes câmbios automáticos.

Nenhum deles teve cálculo exato das relações de transmissão em função do desempenho, já que precisam superar o regime de maior potência em terceira para chegar à velocidade máxima. Se for usada a quarta, não conseguem "encher" o motor e acabam por andar menos. Digna de nota é a diferença de 400 rpm entre eles ao manter 120 km/h na última marcha, que afeta bastante o nível de ruído. E tem mesmo de ser assim, pois o motor da Honda precisa "girar" mais para entregar potência.

Onde o Civic mostrou-se superior é no consumo, tanto na cidade (0,5 km/l a mais) e na estrada (0,8 a mais) quanto nas velocidades constantes. Nessa situação, o motor de menor cilindrada tende a ser benéfico. Só que o motorista do Mégane dispõe de maior autonomia, pela capacidade do tanque superior em importantes 20%.
   Civic Mégane
Velocidade máxima 188 km/h 199 km/h
Regime à velocidade máxima (3a.) 6.800 rpm 6.100 rpm
Regime a 120 km/h (4a.) 3.000 rpm 2.600 rpm
Potência consumida a 120 km/h 28 cv 29 cv
Aceleração de 0 a 100 km/h 14,5 s 12,9 s
Aceleração de 0 a 400 metros 20,2 s 19,1 s
Aceleração de 0 a 1.000 metros 35,0 s 33,4 s
Retomada de 80 a 120 km/h em drive 7,3 s 7,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h em drive 6,9 s 6,6 s
Consumo em cidade 9,1 km/l 8,6 km/l
Consumo em estrada 13,9 km/l 13,1 km/l
Consumo a 60 km/h constantes 15,3 km/l 14,4 km/l
Consumo a 80 km/h constantes 15,1 km/l 14,4 km/l
Consumo a 100 km/h constantes 13,4 km/l 12,5 km/l
Consumo a 120 km/h constantes 11,7 km/l 10,8 km/l
Os resultados de consumo aqui publicados não devem ser comparados aos publicados em avaliações até agosto de 2004; conheça o simulador e os novos ciclos de consumo
Comentário técnico
> O comando de válvulas variável VTEC do Civic é mais elaborado que o variador de fase do Mégane, mas ambos cumprem a função de melhorar a distribuição de potência por toda a faixa de operação. Nota-se nos dois motores que existe força logo em baixas rotações, embora com vantagem bem perceptível ao Renault pela maior cilindrada. Este possui ainda coletor de admissão de geometria variável.

> Só o câmbio do Mégane possui comando para o modo de inverno, que torna as acelerações mais suaves e pode ser útil, no Brasil, para rodar na lama ou em grama molhada. Há também o modo esportivo, que retém mais as marchas inferiores, e um botão para desativar a quarta marcha, que no Civic pode ser desligada colocando-se a alavanca na posição D3.
O que faz falta no Honda é um meio de reter o câmbio em primeira, para descidas de serra íngremes: a posição L (low, marcha baixa) deixa entrar a segunda, nem sempre conveniente.

> Em um segmento onde predomina a suspensão traseira por eixo de torção, das mais simples, é interessante ter nos dois modelos sistemas independentes mais elaborados: por braços sobrepostos no Civic e por braço arrastado (longitudinal) no Mégane. Este recorre a barras de torção como elemento elástico, em vez de molas helicoidais, uma tradição francesa que tem perdido adeptos — era assim no Peugeot 306, por exemplo, mas não é mais no 307. Uma vantagem do conceito usado pela Renault é formar um conjunto compacto, que toma menos espaço do porta-malas.

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