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O comando variável eleva a potência do motor
1,7-litro do Civic, mas seu torque ainda é bem inferior

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O 2,0-litros com moderna tecnologia deixa o Mégane
muito agradável, mas o câmbio às vezes incomoda

Na prática há ainda outra expressiva diferença entre eles. Enquanto o propulsor do Mégane tem funcionamento suave, o do Civic gera um tanto de vibração e aspereza, o que torna desagradável explorar a potência em altos giros — e seu ponto máximo está "lá em cima", a 6.300 rpm. Além disso, as marchas mais curtas o levam a rotações mais altas. É sem dúvida um inconveniente desse 1,7-litro, ainda que menos percebido no uso cotidiano desta versão VTEC, por haver boas respostas em baixa rotação.

A simulação de desempenho do BCWS não deixou dúvidas: o Mégane levou vantagem consistente em velocidade máxima e aceleração, como ao passar de 0 a 100 km/h em 12,9 segundos, ante 14,5 do Civic (nas retomadas houve equilíbrio). Em consumo, no entanto, o carro da Honda foi um pouco melhor nas várias condições de uso simuladas (veja os resultados e a análise detalhada).

Os dois têm câmbio automático de quatro marchas, com seleção de programas pelo motorista (normal, esportivo e para pisos de baixa aderência) apenas no Mégane. A Renault destaca a lógica eletrônica de sua caixa, capaz de perceber — por exemplo — que o carro está em uma descida íngreme ou que o usuário, ao tirar rapidamente o pé do acelerador, deseja uma redução da velocidade. Ótimo em teoria, na realidade o câmbio atua mais do que o BCWS desejaria: é comum que segure uma marcha baixa, ou mesmo faça uma redução, em momentos onde aproveitar o embalo e manter a velocidade seria oportuno. No Civic nada disso acontece e, no entanto, é um câmbio simples e eficaz.

Em se tratando de suspensão, ambos fogem do lugar-comum (saiba mais). Só que a do Mégane funciona muito bem, com rodar confortável e comportamento dinâmico correto, enquanto a do Civic decepciona no primeiro quesito. Mesmo reformulada em 2003, a suspensão posterior da Honda permanece muito dura para um sedã familiar, algo que parece inerente ao projeto. Os dois transpõem lombadas sem problemas e seus freios e direção são eficientes, mas o Civic não usa discos na traseira nem oferece sistema antitravamento (ABS), que é restrito ao EX.

Faróis com duplo refletor de superfície complexa equipam ambos, mas o Mégane mais uma vez tem recursos adicionais: luzes dianteiras e traseira contra neblina, ajuste elétrico de altura do facho dos faróis, repetidores de luzes de direção nos pára-lamas e um ótimo retrovisor esquerdo biconvexo (plano no Civic). Em termos de segurança passiva, os dois vêm de série com bolsas infláveis frontais e luz de aviso para uso do cinto, mas falta o encosto de cabeça do quinto ocupante. E apenas o Renault traz cinto de três pontos para esse passageiro. Continua

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