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No Honda, um interior sóbrio e painel simples,
mas os comandos estão em melhor posição

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O Renault recorre a formas elegantes, tem fundo
eletroluminescente no painel e computador de bordo

O Mégane vem mais servido de equipamentos de série, como indicador da temperatura externa, porta-óculos de teto, comandos do sistema de áudio junto ao volante, pára-sóis com iluminação nos espelhos, ajuste do apoio lombar do banco do motorista, descansa-braço no banco traseiro, destravamento das portas em dois estágios (a do motorista em separado), luzes de leitura também atrás, ajuste do intervalo do limpador de pára-brisa, alarme com proteção por ultra-som e um sistema de áudio com qualidade satisfatória — o do concorrente é fraquíssimo em sons graves.

As vantagens do Civic resumem-se à função uma-varrida do limpador de pára-brisa e ao apoio de braço para o motorista. Alguns itens, aliás, faltam nos dois, como temporizador do controle elétrico dos vidros, seu fechamento de fora do veículo e retrovisor interno fotocrômico. A Renault poderia oferecer controle automático de temperatura do ar-condicionado e controlador de velocidade, que a Honda inclui em sua versão EX.

Os dois carros são espaçosos para quatro adultos e uma criança, embora o quinto ocupante não tenha um local confortável em nenhum deles. Mas o Mégane arrasa em capacidade de bagagem: 510 litros, a maior do segmento, ante 402 do Civic, que tem um porta-malas bastante modesto para o porte do carro — e ainda baixo, o que impede a colocação de objetos mais volumosos. O Renault ainda usa dobradiças pantográficas, que são mais práticas, mas ambos têm roda de aço no estepe em vez de alumínio, que seria ideal.

Mecânica, comportamento
e segurança


À primeira vista, temos dois motores brilhantes em disputa. O Civic LXL agora vem com o comando de válvulas variável VTEC aplicado ao 1,7-litro de 16 válvulas, solução que garante 15 cv a mais que na versão LX (sem o recurso) e melhora a distribuição de torque. No Mégane, o também moderno 2,0-litros 16V soma o variador de fase do comando (que usa duas árvores, ao contrário do oponente) ao coletor de admissão de geometria variável, duas soluções com a mesma finalidade: aumentar o rendimento tanto em alta quanto em baixa rotação.

Só que o Renault dispõe de 300 cm³ adicionais, o que faz toda a diferença. Enquanto o Honda precisa de 4.800 rpm para atingir o torque máximo de 15,8 m.kgf, seu concorrente entrega 21% a mais (19,2 m.kgf) com 1.050 rpm a menos. Parece não haver mesmo substituto para a cilindrada, ainda que o motor japonês alcance potência próxima — apenas 8 cv inferior. Continua

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