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Comparativo Completo
Simulação de desempenho
O que representam na prática os 32 cv e 5,8 m.kgf adicionais do Grand Cherokee em relação ao Prado? A simulação desenvolvida para o BCWS pelo consultor Iran Cartaxo demonstrou. O utilitário da Jeep obteve velocidade máxima 14 km/h mais alta, acelerou de 0 a 100 km/h em 4 segundos a menos e completou o quilômetro 2,8 s mais rápido, mesmo com a desvantagem de usar câmbio automático (no Toyota avaliado a caixa era manual, mais eficiente).

Influem no desempenho do Prado também a maior área frontal (notada na maior potência necessária para manter 120 km/h, que aliás é espantosamente alta nesses veículos grandes e de aerodinâmica precária) e o peso, pouco mais elevado. Seu câmbio é mais curto em quase todas as marchas, mas o motor gira menos (sua potência máxima chega 400 rpm mais cedo), o que o faz superar o regime ideal de 3.600 rpm à velocidade máxima. O Grand Cherokee vai a 3.800 rpm e fica 200 abaixo do ponto de maior potência.

As retomadas não devem ser comparadas, pois o câmbio automático reduz marchas enquanto o manual mantém-se em quinta. O Toyota mostrou-se, porém, mais econômico, ajudado mais uma vez pela caixa manual. Sua vantagem é expressiva nos ciclos de cidade e estrada, mas diminui à medida em que a velocidade sobe — culpa das marchas curtas e da área frontal.
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   Grand Cherokee Land Cruiser Prado
Velocidade máxima 172 km/h 158 km/h
Regime à velocidade máxima (5a.) 3.800 rpm 3.700 rpm
Regime a 120 km/h (5a.) 2.650 rpm 2.800 rpm
Potência consumida a 120 km/h 57 cv 58 cv
Aceleração de 0 a 100 km/h 14,2 s 18,2 s
Aceleração de 0 a 400 metros 19,2 s 20,9 s
Aceleração de 0 a 1.000 metros 35,6 s 38,4 s
Retomada de 80 a 120 km/h / marcha usada 11,8 s / drive 18,8 s / 5a.
Retomada de 60 a 100 km/h / marcha usada 8,4 s / drive 12,8 s / 4a.
Consumo em cidade 8,0 km/l 9,8 km/l
Consumo em estrada 11,3 km/l 13,0 km/l
Consumo a 60 km/h constantes 12,9 km/l 15,0 km/l
Consumo a 80 km/h constantes 11,4 km/l 13 km/l
Consumo a 100 km/h constantes 10,7 km/l 12,2 km/l
Consumo a 120 km/h constantes 10,0 km/l 11,2 km/l
Observação: o BCWS adotou novos ciclos de simulação de consumo, de modo que os resultados aqui publicados não devem ser comparados aos publicados em avaliações até agosto de 2004
Saiba como funciona o simulador de desempenho e conheça os novos ciclos de consumo
Comentário técnico
> O sistema de injeção direta por duto único — importante vantagem do Grand Cherokee — diferencia-se do convencional, indireto, por manter o óleo diesel não em uma bomba, mas sim em um depósito, que é o duto único. Deste parte uma ramificação para cada injetor. O principal benefício é que a pressão de trabalho pouco se altera em função da rotação e da carga (abertura de acelerador) do motor; outro, que o sistema permite efetuar múltiplas injeções em um ciclo de trabalho, contra apenas duas dos dispositivos comuns.

> O Prado tem versão com duto único no exterior, que passa a 166 cv — bastante competitivo ao Jeep. No entanto, a Toyota não o trouxe ao Brasil, sob alegação de riscos com o alto teor de enxofre do diesel usado aqui. Agora que o picape Hilux ganhou motor semelhante, porém, a desculpa perde o sentido...

> A tração integral é permanente em ambos. No Prado, tanto o diferencial central quanto o traseiro são autobloqueantes e a repartição normal de torque é de 40% à frente e 60% à traseira, sendo alterada em caso de perda de tração. Uma segunda alavanca no console comanda o bloqueio total do diferencial central (o que fixa a repartição em 50/50) e o engate da reduzida. No Grand Cherokee a divisão de torque pode chegar aos extremos (só dianteira ou só traseira) em caso de perda de aderência.
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> O Jeep usa estrutura monobloco, como num automóvel, enquanto a Toyota permanece fiel à carroceria sobre chassi, já abandonada por outros utilitários esporte, como os atuais Pajero Full e Range Rover. O monobloco é mais leve, compacto e tem condições de ser tão robusto quanto o chassi separado, que no entanto resulta em menor custo e facilidade de usar diferentes distância entre eixos. De fato, o Prado existe no mercado internacional também com três portas e entreeixos mais curto. Monobloco e suspensão traseira independente também trariam maior espaço para as pernas na terceira fila de bancos do Toyota.

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