


Mesmo sem novidades, o posto
do motorista da C5 é confortável e funcional; o painel inclui termômetro
de óleo e o sensor de estacionamento é dos melhores



Mais tradicional nas formas,
o painel da 407 tem fundo eletroluminescente; a quinta porta avança pelo
teto e, como na concorrente, o vidro abre-se em separado |
Por outro lado, quem se
interessar em explorar o sistema poderá usar duas medições do computador
(desde o início da viagem e desde o último abastecimento, por exemplo) e
até inserir a quilometragem total do trajeto, de modo a acompanhar na
tela a distância remanescente até o destino. Fica fácil responder à
pergunta tão comum das crianças sobre quanto falta para chegar.
A 407 é exclusiva no agradável teto com ampla área envidraçada (fixa),
cujo tom escuro permite entreter os passageiros sem fazer do interior
uma estufa, a não ser sob sol intenso. Seu forro tem comando elétrico do
tipo um-toque, mas o local reservado
para seu enrolamento prejudica um pouco o espaço para cabeça de quem
viaja atrás. Outra particularidade são os vidros laterais (exceto os das
portas dianteiras) e o traseiro em tom verde escuro, no limite de
transparência da legislação brasileira, que trazem inegável conforto
térmico.
Ambas as peruas vêm muito bem-equipadas de série: ar-condicionado com
duas seleções de temperatura, acionamento automático dos faróis e do
limpador de pára-brisa, controlador e
limitador de velocidade (o segundo impede que se ultrapasse o limite
inserido, a não ser com aceleração total, quando interpreta ser uma
emergência), retrovisor interno fotocrômico,
recolhimento elétrico dos espelhos externos (automático ao travar o
carro por fora), aviso individual para portas mal fechadas, rádio/toca-CDs
com comandos junto ao volante e boa qualidade de áudio, controle
elétrico dos vidros dos função um-toque, sensor
antiesmagamento e
temporizador.
Por se tratar de uma versão superior e bem mais cara, a 407 vem com
alguns itens adicionais: aquecimento dos bancos dianteiros, disqueteira
para seis CDs no compartimento de bagagem, fechamento dos vidros de fora
do veículo, comando interno da tampa do tanque de combustível (falta
inaceitável na C5) e botão no painel para as travas infantis das portas
traseiras — excelente idéia a ser seguida. Mesmo assim, diante da
diferença de preço entre os carros, pode-se considerar a C5 muito
bem-equipada.
A Citroën, além disso, brilha com o sensor
auxiliar de estacionamento. Aplicado também à frente (Peugeot, só na
traseira), não apenas soa um alerta como indica no mostrador do
computador de bordo, com barras, em que lado há obstáculos e o quão
próximos eles estão. Ao estacionar de frente em uma vaga de canto
pode-se, por exemplo, esterçar o volante e parar rente à parede, sem
confundir as indicações de proximidade frontal e lateral. Um ótimo
auxílio em um carro desse porte.
Em relação à que avaliamos em 2002, porém, a C5 perdeu alguns detalhes:
ajuste de altura do banco dianteiro direito, abertura e fechamento dos
vidros pelo controle remoto, retrovisor direito
biconvexo e pára-sóis duplos,
convenientes em percursos sinuosos com sol de frente. E continua sem a
faixa degradê no pára-brisa, assim como a 407.
São dois veículos
expoentes em espaço e conforto: ocupantes de grande estatura não têm
dificuldade em se acomodar, apesar da citada perda de espaço para cabeça
na 407. Nesta o encosto incomoda o passageiro central do banco traseiro, o que não ocorre na C5.
As duas oferecem ainda vasto
compartimento de bagagem, com capacidade para 563 litros na Citroën e
489
na Peugeot, ampliável ao rebater o banco traseiro bipartido.
O acesso em ambas é amplo e o vidro abre-se em
separado da tampa, ideal para locais apertados. Na Peugeot a quinta
porta avança bastante sobre o teto, o que dá um efeito interessante. Ambas trazem o estepe na horizontal por dentro e
com roda de aço em vez de alumínio, o que não é ideal, mas seu pneu é
igual aos demais.
Continua
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