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Vectra: boa estabilidade e rodar sem muito conforto

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Focus: ainda uma referência em acerto de suspensão

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Civic: grata surpresa em conforto e comportamento

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Mégane: muito suave, apenas regular em estabilidade

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Corolla: rodar confortável e comportamento adequado

Entre os outros, os quatro-raios de Focus e Corolla têm nossa preferência sobre os de três raios. Todos estão bem servidos de freios, com discos nas quatro rodas, mas faltam ao Focus GLX o sistema antitravamento (ABS) e a distribuição eletrônica entre os eixos, presentes nos demais (opcionais no Vectra).

Que o Civic usa uma suspensão traseira sofisticada (saiba mais sobre técnica) não é novidade: tem sido assim há gerações. Só que no modelo anterior sua calibração levava a um rodar firme e algo desconfortável, mesmo depois da reforma efetuada na linha 2003. Isso acabou: a Honda obteve um compromisso invejável entre conforto e comportamento dinâmico, em que o carro está sempre "à mão" quando se toma uma curva rapidamente e, ao mesmo tempo, digere bem as irregularidades do piso. Pode-se afirmar que chegou ao nível do Focus, até então nossa referência em acerto de suspensão. Nota 10.

O Mégane também evoluiu na nova geração, tornando-se mais estável e sobretudo confortável. Junto do Focus e do Corolla, que usam pneus de perfil mais alto (195/60-15 ante 205/55-16 dos demais), tem a melhor absorção de irregularidades, mas se nota certa tendência a soltar a traseira no limite de aderência, como não deve ser em um carro sem pretensão esportiva. No carro da Ford a suspensão traseira multibraço esbanja competência, aliada ao acerto impecável já habitual na marca, mas os pneus parecem insuficientes para se explorar todo o desempenho do carro, o que não ocorria nos tempos do motor Zetec.

Já o Vectra decepciona. Seu comportamento é correto, mas está longe da sensação de controle e precisão do Civic e, guardadas as limitações dos pneus, do Focus. E, mesmo sem os esportivos 215/45-17 da versão Elite, a suspensão continua mais dura do que o ideal, transmitindo bastante os impactos e vibrações do piso, como sempre aconteceu com o Astra. É o preço que a GM pagou pela economia de usar sua plataforma em um carro de segmento superior. Quanto ao Corolla, permanece em bom padrão de estabilidade, mas é lamentável que ainda não tenha batente hidráulico nos amortecedores, o que gera ruído ao passar mais rápido em lombadas.

Os faróis mostram equilíbrio, com duplo refletor de superfície complexa em todos. Unidades de neblina só não vêm no Focus (são exclusivas do Ghia), mas ele traz a luz traseira para esse fim, assim como Vectra e Mégane, e ajuste elétrico do facho dos faróis, também presente no Chevrolet — o Renault perdeu-o na troca de geração. Também equipam os cinco a luz suplementar de freio e os repetidores laterais das luzes de direção, estes montados nos retrovisores do Civic. Todos com espelhos convexos e de bom tamanho, o do Renault é o único biconvexo no lado esquerdo, a ser imitado. E o Honda tem as colunas dianteiras mais avançadas, o que prejudica a visibilidade em algumas condições.

Em segurança passiva, todos vêm com bolsas infláveis frontais. São opcionais no Vectra (inaceitável por seu preço básico) e no Focus, mas o primeiro oferece também as laterais, que deveriam estar disponíveis em todos os modelos do segmento. O quinto ocupante tem cinto de três pontos nos cinco modelos, mas a Ford restringe à versão Ghia seu encosto de cabeça. Outro item que os fabricantes deveriam oferecer, pela proposta familiar dos carros, é a ancoragem Isofix para cadeiras infantis, comum hoje em países de vanguarda. Continua

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