O Mégane tem a primazia
entre os carros nacionais de substituir a chave por um cartão
eletrônico, pouco maior que um de crédito (porém espesso) e que
contém os botões para travar e destravar as portas e a tampa do
porta-malas. Se o cartão falhar ou sua bateria se descarregar,
uma pequena chave dentro dele (foto) pode ser inserida em uma fenda
tampada na porta do motorista.
A maior novidade está na partida:
o cartão é inserido no painel e então pressiona-se um botão para
ligar o motor. Para desligar, usa-se o mesmo botão e se retira o
cartão.
O botão em si representa evolução, pois o motor de partida é
acionado pelo tempo exato para a partida: não é preciso
segurá-lo até o motor pegar, nem há risco de acionamento
excessivo ou involuntário com o motor já ligado. Por segurança,
o motor não desliga ao se remover o cartão — nem mesmo ao travar
o carro e se afastar dele, o que já não é ideal.
E se o botão for apertado com o carro em movimento? Devagar, como a 10 km/h, o motor desliga. Em velocidade é
preciso apertar o botão três vezes rápida e seguidamente, o que
aciona um recurso de emergência. |
É previsto, por exemplo,
para a hipótese de o acelerador (eletrônico)
travar aberto. O motor não apaga, mas o
acelerador deixa de atuar e o conta-giros cai a zero, de modo a
tranqüilizar o motorista sobre o sucesso da tentativa. A
assistência da direção e dos freios, portanto, é mantida e
pode-se até mesmo efetuar reduções manuais no câmbio, até que a
velocidade caia bastante e o motor finalmente desligue.
A combinação de cartão e botão é sem dúvida charmosa, mas não
muito prática. Partida e parada do motor não são mais simples ou
rápidas que com a chave convencional, além de precisar ser
explicadas quando se entrega o carro a quem não o conhece. A
inovação seria bem mais convincente se viesse acompanhada de
destravamento automático das portas, oferecido no Mégane
francês: basta
puxar a maçaneta com o cartão guardado (no bolso, por exemplo)
para o carro "reconhecer o dono".
No modelo nacional há locais para sensores junto
de cada maçaneta, mas a interessante função não foi habilitada,
por questão de custos. Em nossa opinião, a Renault perdeu a oportunidade de
oferecer uma conveniência exclusiva na categoria. |