
Astra: fundo branco dos
instrumentos é iluminado em tom amarelado, ruim em estética e em leitura

Focus: painel simples com luz
verde, que não cansa; o fundo cinza da linha 2004 não tem inconvenientes

Civic: um painel chamativo na
versão EX, com molduras em azul e iluminação permanente

Corolla: o mesmo recurso de
manter o painel aceso todo o tempo, com uma agradável luz branca |
Corolla e Astra usam
maçanetas com efeito cromado, mais fácil de ver à noite, e nos quatro as
portas se travam ao rodar, só que o carro da GM requer que sejam
destravadas para abrir, um desconforto a passageiros não-habituados que
não se justifica. Por outro lado, é o único que destrava a do motorista,
por fora, em separado das demais, item benéfico à segurança.
Todos trazem comando interno para o porta-malas, sendo o do Focus (no
alto do painel) o mais acessível, em oposição ao escondido botão do
Astra, próximo à alavanca do capô — ambos, porém, trazem também controle
remoto na chave. Por outro lado, não é prático o destravamento do capô
por chave usado pela Ford, que só faz perder tempo no posto ou na
oficina (não se pode abri-lo com o motor em funcionamento). Os japoneses
ficam devendo alarme com proteção por ultra-som, e o Honda, uma buzina
de ativação menos escandalosa...
Vamos aos destaques de cada um. No Astra notam-se os pára-sóis com
iluminação nos espelhos, acesso ao porta-malas pelo vão do apoio de
braço traseiro, destravamento do bocal do tanque junto das portas (há
comando por alavanca nos dois japoneses) e indicador de temperatura
externa, comum ao Corolla. Neste, as vantagens são o ajuste do intervalo
do limpador de pára-brisa, reclinação dos encostos dianteiros por
sistema de catraca, apoio de braço à frente (como no Civic) e atrás
(como no Astra), com porta-copos no traseiro. A favor do Honda estão os
dois hodômetros parciais (também no Toyota), enquanto os destaques do
Focus resumem-se aos já citados em parágrafos acima.
Caso fosse possível usar a versão Ghia da Ford no comparativo, haveria
diversos itens adicionais: computador de bordo, comandos de áudio junto
ao volante, ar-condicionado automático, luzes de leitura, ajuste do
apoio lombar do motorista e elétrico da altura desse banco, luzes nos
pára-sóis, regulagem do intervalo do limpador de pára-brisa, apoio de
braço atrás, alerta para portas mal fechadas, maçanetas
cromadas.
Semelhantes nas medidas mais importantes (distância entre eixos, largura
e altura — não se iluda com o maior comprimento do Corolla), os quatro
oferecem bom espaço para quatro adultos e uma criança, mas o quinto
ocupante obtém menos conforto nos bancos do Toyota e do Honda, em que
pese a vantagem do assoalho traseiro plano neste último. No Chevrolet o
assento baixo deixa as coxas mal apoiadas, embora melhore o espaço para
cabeça, que seria precário sem esse recurso por se tratar do carro mais
baixo no grupo.
O maior porta-malas é o do Focus (490 litros), seguido por Astra (460),
Corolla (437) e Civic (402), este insatisfatório para um sedã familiar.
Também é melhor no Ford o uso de
dobradiças pantográficas e pelo menos há um acabamento parcial na
parte interna da tampa: nos demais toda a chapa, os fios e cabos ficam
expostos, algo imperdoável nesta faixa de preço. Os quatro trazem banco
traseiro bipartido (60/40) e o estepe por dentro, no assoalho, mas com
roda de aço e não de alumínio. No caso do Astra é usado pneu de medida
diferente dos outros (195/60-15 em vez de 205/55-16), uma limitação
inconveniente.
Continua
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