
C3: inspiração até nas maçanetas

Fit: comandos de vidros no lugar ideal

Polo: as práticas maçanetas cromadas

Clio: o local para montagem de manivelas

O melhor porta-malas é do Honda: 353 litros

Citroën: grande ângulo de abertura do capô |
Além do travamento automático das portas,
faltam ao Honda friso lateral, sistema de áudio de fábrica (é instalado
em concessionária e não funciona após remover a chave, ao contrário dos
demais) e luz interna com
temporizador, que se apaga gradualmente nos outros. A parte superior do
painel, lisa e em cinza, causa alguns reflexos sob sol.
Pela origem japonesa, o Honda tem o bocal do tanque do lado esquerdo, o
terminal de escapamento e a vareta de sustentação do capô no direito — a
exemplo do C3, o que é curioso —, o contrário do usual por aqui. Também
não possui acendedor de cigarros (apenas tomada de energia) nem
cinzeiro. Este pode ser comprado como acessório, a absurdos R$ 98, para
encaixe em um dos porta-copos. Uma economia lamentável em um carro de R$
40 mil.
O Renault deveria ter espaço para objetos, que praticamente inexiste, e
perder os moldes para encaixe de manivelas nas portas dianteiras — ao
comprador de um Privilège não interessa se outras versões não têm
controle elétrico. E ao C3 e ao Clio falta a faixa degradê no
pára-brisa.
Onde o Fit mostra vantagem sobre os demais é no espaço: é o único com
acomodações folgadas para as pernas e cabeças de dois adultos e uma
criança no banco traseiro, graças ao teto alto e plano (o do C3 é baixo
na região da cabeça) e ao aproveitamento das dimensões longitudinais que
caracteriza os monovolumes. Seu tanque de combustível, abaixo dos
bancos dianteiros, impõe um assoalho inclinado para quem viaja atrás e
ressaltos junto ao console na frente,
mas sem incomodar.
Os três outros são mais modestos em espaço. No Citroën o teto não traz o
aperto que seu perfil em curva faz parecer, mas o assento é muito curto
e baixo, deixando as coxas sem apoio. O Polo não
é muito melhor e o Clio tem ainda menos espaço para cabeça. Os quatro,
como se espera, são bem limitados em largura.
Outro truque do Honda é o assento traseiro que se rebate em
posição vertical junto ao encosto, para uma altura útil do
compartimento de 1,28 metro. Ainda, o banco traseiro pode ser rebatido à
frente, formando um piso plano com o porta-malas.
O aproveitamento de espaço também garante ao Fit o maior compartimento
de bagagem: 353 litros, ante 305 do C3, 270 do Polo e apenas 255 do
Clio. Nos quatro o banco traseiro é bipartido, mas no Citroën não inclui
o assento, o que limita o rebatimento parcial. Todos trazem o estepe
internamente, sob o assoalho (outro sinal dos tempos para os franceses,
antes adeptos da colocação externa), dotado de roda de aço e não de
alumínio como as demais.
Continua
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