



Destaques da 307 SW são o
maior espaço para bagagem, 520 litros, e o amplo teto envidraçado, com
forro de comando elétrico; os apoios de braço são individuais


Na Fielder a capacidade
decepciona, apenas 411 litros; o apoio de braço traseiro, que só ela
possui, traz porta-copos integrados |
Já a 307, embora não tenha o acionamento da
buzina pela alavanca esquerda da coluna de direção — tipicamente francês
e perigoso por aqui, onde poucos estão habituados —, requer esforço
anormal para apertar a almofada do volante, um ponto a ser melhorado.
Quem se senta atrás
dispõe de ótimo espaço para as pernas e adequado em altura e largura em
ambos os modelos — sobretudo na Peugeot, mais alta e com entreeixos mais
longo. A Toyota adota um encosto mais reclinado, já conhecido do
Corolla, que contribui para o conforto. E, para competir com as
minivans, os dois fabricantes adotaram soluções pouco usuais.
A 307 SW usa três bancos, sendo o central mais estreito que os das
posições externas: não é boa solução, pois sua largura mal comporta um
adulto e os apoios laterais rígidos incomodam (na oponente o que
desagrada são o assento e o encosto duros). Os encostos podem ser
reclinados e os assentos têm ajuste longitudinal, este sim um recurso
útil para privilegiar o espaço aos ocupantes ou à bagagem, conforme a
conveniência do momento.
O banco central pode ser rebatido, tornando-se uma mesa com quatro
porta-copos. Embora seja possível montar esse banco e um dos laterais em
uma terceira fila (que tem até cintos de três pontos nas colunas
traseiras), é um esforço sem motivo: não existe conforto nesse arranjo,
tanto pelo acesso difícil quanto pelo espaço mínimo para as pernas.
Talvez por isso a marca tenha desistido de vender nas concessionárias
bancos adicionais, que a levariam a ter sete lugares, como anunciado por
ocasião do lançamento.
Se tudo o que a concorrente oferece serve para pouco, a simplicidade da
Fielder parece uma boa alternativa: um banco normal, bipartido (60/40),
em que apenas o encosto pode ser reclinado em 20 graus. Só que as
laterais permanecem na posição original e incomodam, mesmo quando se
senta na porção mais larga. Acaba por tirar o sentido também dessa
solução, que até foi bem executada, como se nota pela cobertura do
compartimento de bagagem, complementada por seções que se prendem aos
encostos de cabeça, para não deixar um vão descoberto.
Por falar em capacidade de bagagem, é larga a vantagem da 307 SW: leva
520 litros, contra modestos 411 da Fielder, que perde nesse aspecto para
o próprio Corolla e para peruas pequenas como Parati e Palio Weekend. Há
porta-objetos abaixo do piso na Toyota, mas nada muito volumoso, e ela
usa o estepe onde a maioria prefere: dentro do compartimento, e não
abaixo dele como na Peugeot. Nas duas o pneu é igual aos demais, mas a
roda é de aço em vez de alumínio.
Continua
|