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Nosso palpite é de que imprensa e consumidores levarão a marca adotar, cedo ou tarde, um câmbio mais curto em busca de maior agilidade, mesmo às custas de aumentos em ruído e consumo. A solução ideal, porém, seria deixar o motor 1,8 apenas para o mais leve Corsa e passar a minivan ao 2,0-litros de 116 cv e 17,3 m.kgf da Zafira, que por sua vez poderia passar ao 2,2 do Vectra. Esta é nossa sugestão desde o lançamento da minivan da linha Astra, em abril de 2001, mas com a recente alteração de IPI parece cada vez menos provável que o fabricante venha a adotá-la.

O comportamento dinâmico da Meriva é bom, com certa perda em conforto, mas a GM errou nas colunas dianteiras e deixou de fora itens de segurança que muitos exigem
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Como tudo isso se traduz em números? Segundo os fabricantes, a Scénic é mais veloz (178 contra 170 km/h da Meriva), acelera mais rápido (de 0 a 100 km/h em 11,8 contra 12,2 s) e consome bem menos na cidade (11,4 ante 9,9 km/l), embora mais na estrada (14,5 ante 14,7 km/l), condição em que o câmbio longo da GM traz benefício.

Desempenho à parte, são veículos competentes e até agradáveis de dirigir. Têm comando adequado de câmbio, com trava do tipo anel para engate da ré; direção assistida com peso correto em qualquer velocidade; e suspensões com boa estabilidade, ainda que o centro de gravidade elevado requeira atenção especial nas manobras rápidas. Passam bem por lombadas, o que indica correta adaptação a nosso lamentável padrão viário, mas a Scénic transmite menos as irregularidades do piso, aspecto em que a Meriva se identifica claramente com outros GMs de suspensão firme -- Astra, Zafira, novo Corsa hatch.

Ambas têm mesinhas "de avião". As
lanternas altas da Meriva são boa solução

Onde a Renault se destaca com clareza, ao menos nestes primeiros meses de produção da GM, é nos itens de segurança ativa e passiva. A versão RXE vem de série com cintos de três pontos e encostos de cabeça para os cinco passageiros (opcionais na Meriva, dentro do pacote do FlexSpace), freios a disco também na traseira, sistema antitravamento (ABS), cintos dianteiros com pretensionador e bolsas infláveis frontais -- estas últimas exigidas por um público crescente, o que causa surpresa não serem ainda oferecidas na concorrente.

Ainda, os encostos de cabeça dianteiros da Scénic podem ser ajustados para a frente, apoiando melhor, e há repetidores de luzes de direção em seus pára-lamas, que equiparão a Meriva apenas na versão européia. Outros itens de segurança são equivalentes entre elas: ambas podem vir com faróis e luz traseira (duas na Scénic) de neblina, possuem ótimo retrovisor esquerdo com lente biconvexa (finalmente em um GM) e faróis principais com duplo refletor de superfície complexa.

Clique para ampliar a imagem A Scénic comporta-bem em toda situação e tem a vantagem de vir com boa dotação em segurança: bolsas infláveis, sistema antitravamento ABS e freios traseiros a disco de série

Outra grave falha da Meriva, esta de correção praticamente impossível dentro do projeto atual, é de visibilidade: a opção por duas colunas dianteiras, uma delas bastante larga, gera perigoso ponto cego à esquerda do motorista. É comum este mover-se para os lados em curvas -- não pela ação da força centrífuga, que nos "joga" para fora delas -- para tentar enxergar o que as colunas escondem. Na Scénic a coluna é uma só (a porta começa mais à frente, tendo por isso um "quebra-vento" fixo para reduzir o tamanho do vidro), o que evita o problema. Continua

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