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Comparativo
Conforto e conveniência
Cada geração do Golf lembra muito a anterior, o que alguns apreciam e outros não. Seu interior cativa pelos detalhes mas não pelo espaço; o motor tem alto torque e a maior potência do grupo
Ao contrário de seus modelos inferiores, que vêm perdendo em qualidade de acabamento, o Focus resgata a tradição da Ford de construção bem feita -- chega a surpreender quem não espera isso de um carro argentino. Seu ambiente interno é atual e agradável, com destaque para os plásticos macios, também presentes no Golf. O revestimento de bancos não é muito diverso entre os quatro, mas esses dois modelos saem em vantagem -- sobretudo diante do Astra, com seus painéis de porta que parecem ter vindo de um túnel do tempo.

O amplo entreeixos, comparável ao de carros médio-grandes de poucos anos atrás (supera, por exemplo, o Vectra antigo), traz ganho de espaço interno ao Focus e Astra. O primeiro também aproveita melhor a altura, com bancos mais altos. O Brava compensa em largura interna e, com isso, o Golf fica em último nesse quesito. A Fiat é a única a não oferecer, porém, ajuste do volante em profundidade, o que pode gerar desvantagem na posição de dirigir -- mas só ela traz apoio lombar regulável.

Painel do Focus (aqui com itens da versão Ghia) é funcional e moderno. Volante com duplo ajuste, ausente do Brava, permite boa posição de dirigir

Os painéis se eqüivalem em informações, com o Astra adicionando computador de bordo, mas perdendo em aparência. A iluminação azul do Golf tem seus adeptos, mas não é a melhor para leitura. Os quatro oferecem controles elétricos de vidros com função um-toque, ao menos para descida dos dianteiros, mas não há temporizador no Focus. Só no VW as portas se travam ao atingir 20 km/h, as maçanetas internas são cromadas, para fácil localização, e há porta-copos no painel.

Astra e Brava têm os maiores porta-malas, 370 litros, ante 350 do Focus e 330 do Golf. E, por último mas não menos importante, a GM continua devendo a conveniência das cinco portas, por uma condenável estratégia de marketing que deu preferência ao hatch de três. As concorrentes ficaram com as cinco e, ao que consta, nada perderam com isso.

Alguns aspectos internos do Astra decepcionam, como os puxadores das portas. Mas é o único com computador de bordo e oferece posição de dirigir exemplar, apesar de excessivo apoio lombar
Mecânica, comportamento e segurança

Multiválvula ou maior cilindrada, qual o melhor caminho? Ford e Fiat optaram pelo primeiro, com seus 1,8 e 1,6-litro de 16 válvulas que rivalizam em potência com os dois-litros de oito válvulas da GM e VW. São 116 cv no Golf, 115 no Focus, 112 no Astra e 106 no Brava, mas em torque os oito-válvulas falam mais alto: empatam em 17,3 m.kgf, contra 16,1 m.kgf do Ford e 15,1 m.kgf do Fiat, e oferecem o ponto máximo pelo menos 2.000 rpm mais cedo que os 16V.

Os motores menores do Focus e do Brava sobem de giro com facilidade e não chegam a ser fracos em baixos regimes, mas o torque generoso dos outros dois se faz sentir, sobretudo nas retomadas. A Ford adotou relações de transmissão longas no novo carro, criticadas pelos "preguiçosos" que gostam de retomar em última marcha. Mas são um fator de conforto em estrada, pois reduzem o nível de ruído -- está aí o Brava, de câmbio bem mais curto, para provar. Golf e Astra ficam em plano intermediário.

Interior correto no Brava, com destaque para a ampla largura, apoio lombar regulável no banco do motorista e três apoios de cabeça no banco traseiro

De acordo com os fabricantes, Golf e Focus são os mais velozes, enquanto na aceleração de 0 a 100 km/h as marcas ficam todas próximas, dentro de 0,4 s de diferença. Os 16V anunciam um curioso empate em consumo, sendo os mais econômicos em cidade -- mas os outros dois lideram em estrada, com vantagem para o Golf. Este, contudo, em uso urbano é o mais gastador, em função do peso elevado. Continua

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