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Comparativo Completo

As suspensões diferem em conceito (saiba mais) e em comportamento. O melhor resultado, como se espera, é obtido pela hidropneumática do C5: graças ao ajuste contínuo do amortecimento e à seleção entre modos normal e esportivo, comporta-se com grande maciez e conforto nos pisos irregulares e com ótima precisão e estabilidade ao se tomarem as curvas com vigor. Mesmo com pneus mais estreitos que os da versão V6 (195/65-15 em vez de 215/55-16), que escorregam com certa facilidade, e sem controle de estabilidade (ESP), este Citroën inspira muita confiança, parecendo um carro bem menor do que realmente é.

Clique para ampliar a imagem Mesmo com pneus de medida conservadora, o C5 transmite confiança pelo comportamento dinâmico, mas agrada muito também pelo rodar confortável

A proposta do Accord, mais voltada à suavidade, é percebida pelas molas macias, que o tornam menos apto a curvas rápidas pela maior inclinação da carroceria. Mas a suspensão exibe calibragem de amortecedores correta, no sentido de conter as oscilações, e geometria eficiente, para manter as rodas em posição correta sob qualquer solicitação. Isso torna-o seguro e previsível no uso mais vigoroso, embora nunca se perca a sensação de carro grande.

Os dois modelos passam bem por lombadas, sem a tendência a raspar a frente, comum em muitos importados (e até nacionais), mas o Honda produz certo ruído na distensão que ocorre ao cruzá-las mais rapidamente. Ambos contam com freios bem dimensionados e sistema antitravamento (ABS), que no Citroën se alia ao de distribuição eletrônica de pressão entre os eixos (EBD). As direções são leves e precisas em dose adequada.

O Accord revela boa geometria da moderna suspensão, mas a calibragem macia das molas, em benefício do conforto, não facilita dirigir com vigor
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Os faróis principais (com duplo refletor de superfície complexa) são equivalentes entre os carros, mas faltam ao Accord os de neblina e a luz traseira correspondente, esperados em um carro deste segmento, assim como o ajuste elétrico de altura -- prescindível no C5, dado o nivelamento constante do veículo pela suspensão. Em contrapartida, também ele traz repetidores de luzes de direção laterais, que muitos modelos do mercado americano dispensam (na Europa são obrigatórios, como deveriam ser aqui).

O Citroën possui comutador de farol "civilizado", que não permite que se acenda em facho alto, e excelentes retrovisores biconvexos em ambos os lados, solução a ser imitada. No Honda o esquerdo é plano, de campo visual limitado apesar do bom tamanho, e o direito vem com advertência sobre a lente convexa, uma daquelas exigências da legislação americana que não se justificam mais.

Ambos têm faróis eficientes, mas só o C5 (à esquerda) traz luzes de neblina, à frente e atrás

Em segurança passiva, a superioridade do Citroën é por larga margem. Vem de série com bolsas infláveis frontais (as únicas do Honda), laterais e do tipo cortina, cinco encostos de cabeça (quatro no Accord) e cintos de três pontos. Um ponto criticável: a ancoragem interna dos cintos dianteiros deveria acompanhar a altura do assento, pois se torna difícil alcançar o fecho com o banco mais elevado. Continua

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