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Digno de nota também o comando do teto solar no painel, à esquerda do volante: embora contrário a nossa preferência por posições intuitivas dos controles dos automóveis (saiba mais), é mais conveniente do que aquela no teto, encontrada em praticamente todos os carros do mundo (outra exceção é o Porsche 911). Uma falha é o sistema de áudio não funcionar sem ligar a ignição, ao contrário do concorrente.

No C5 (à esquerda), câmbio manual-automático e um sofisticado ar-condicionado;
no Accord, um sistema de áudio com toca-fitas e seis CDs na mesma unidade

Só o Honda traz destravamento das portas em dois estágios (a do motorista em separado) e práticos interruptores para travá-las em cada porta dianteira (no Citroën, um só no painel e confuso, pois o LED acende-se quando estão trancadas, e não o contrário). Por outro lado, não se justifica a buzina estridente que toca ao ativar o alarme, por já existir indicação visual através das luzes de posição -- e esta não é vista ao estacionar com luzes acesas. No C5 tudo é mais coerente, com indicação apenas pelas luzes de direção.

Os dois carros são muito espaçosos por dentro, sendo o Citroën ainda maior em altura, graças aos 3 cm a mais externamente. Cinco adultos viajam bem acomodados em ambos, com a vantagem do francês de um ressalto central bem discreto no assoalho. Os porta-malas são apenas regulares para o porte dos carros, com capacidade de 456 litros no C5 e 399 no Accord (este pouco maior que hatchbacks como o Stilo), e o do Citroën tem a vantagem da ampla quinta porta, que facilita colocar e retirar grandes volumes.

Clique para ampliar a imagem A versão 2,0-litros de 138 cv responde por mais de 90% das vendas deste Citroën, o que se explica pelo preço mas também pelo bom desempenho: responde bem mesmo em baixa rotação

A Honda informa o mesmo número do modelo vendido nos EUA, mas aqui ele seria provavelmente menor, pelo enchimento colocado para acomodar o estepe de tamanho normal em vez do estreito, de uso temporário. Apenas o Accord usa roda de alumínio também nesse pneu (montado internamente em ambos), mas faltou nele um acabamento digno no interior da tampa do porta-malas, que expõe fios e soquetes incompatíveis com o padrão do carro.

Mecânica, comportamento e segurança   Os dois motores são de quatro cilindros e 16 válvulas, com bloco também de alumínio, modernos e eficientes. O do Accord tem a seu favor a maior cilindrada, 2,3 contra 2,0 litros, e o comando de válvulas variável V-TEC, exclusivo da versão EX-R, que eleva a potência de 135 para 150 cv. Nota-se que a Honda não priorizou a potência específica neste motor (saiba mais sobre técnica), provável medida para melhorar o torque em baixa rotação, mas seu valor máximo de 21 m.kgf supera por pouco os 20 m.kgf do oponente.

O Accord só tem motores de 2,3 litros no Brasil, com 150 cv nesta versão EX-R. Apesar das árvores de balanceamento, revela ligeira aspereza em alta rotação
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Em ambos percebe-se a boa distribuição de torque, pela agilidade com que respondem ao acelerador. São também silenciosos, mas exibem ligeira aspereza em alta rotação, mesmo o Accord contando com árvore de balanceamento. O lado positivo é que o usuário comum, sem pretensões esportivas, não precisará superar os 3.000 giros na maioria das situações, tarefa facilitada pelas relações longas da transmissão automática -- no C5 de câmbio manual são um tanto curtas. Continua

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