Chegando a um novo degrau
Astra
e Escort básicos representam acesso ao segmento |
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Com a proximidade do lançamento do Focus,
seu moderno carro médio-pequeno (saiba
mais), a Ford
providenciou oportuna substituição de motores no
veterano Escort: sai o Zetec inglês de 1,8 litro e 16 válvulas
(que permanece disponível, mas não por muito tempo),
entra o Zetec Rocam nacional de 1,6 litro e oito válvulas.
A queda de potência foi de 20 cv, mas o consumo diminuiu
e o preço também baixou -- o que faz toda a diferença
num carro que está se deslocando para um segmento
inferior. |
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Motor nacional de 1,6 litro e 95 cv permitiu reduzir o preço do Escort, que alcançou carros pequenos dessa cilindrada. A falta de alguns opcionais, porém, compromete seu apelo |
Parece incrível, mas a Ford deixou estes itens essenciais de fora do Escort básico, levando o comprador à inconveniente instalação em concessionárias e lojas de acessórios. Em ambos faltam também conta-giros, rodas de alumínio e faróis de neblina, oferecidos apenas nas versões mais luxuosas e potentes. |
A concepção de ambos segue receitas parecidas, com carroceria de dois volumes e pequeno destaque de porta-malas, motor transversal, suspensão dianteira McPherson e traseira de eixo de torção. O Escort só é oferecido hoje com cinco portas, enquanto a versão hatch do Astra, por uma discutível estratégia de marketing, limita-se a três. |
| Projeto moderno do Astra fica evidente no estilo, na rigidez estrutural e no comportamento dinâmico. Mas custa 15% a mais e não oferece cinco portas | ![]() |
| Basta olhar para os carros, porém, para concordar: as linhas bastante modernas do Astra contrastam com o ar envelhecido do Escort. São sete anos de diferença no lançamento europeu destas gerações, mesmo que o Ford já tenha sido reestilizado. Os pontos de destaque do GM aparecem no pára-brisa bem inclinado, na eficiente aerodinâmica e na robustez do conjunto, para o que contribui a alta linha de cintura. |
O projeto moderno do Astra e seu enorme entreeixos conferem vantagem em espaço interno, mas a falta de portas traseiras gera incômodos que pareciam pertencer ao passado, inclusive as portas grandes e pesadas. Os bancos dianteiros correm para ampliar o vão de acesso à traseira, mas o procedimento para mantê-los na posição pré-ajustada não é prático. |
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Interior do Escort não está fora do contexto e traz melhor revestimento dos bancos e relógio. O painel é simples em ambos, sem o desejável conta-giros |
O
acabamento do Escort é superior -- pelo menos no tecido
de revestimento, já que a atenção aos detalhes é
pouca em ambos. Decepcionam no Astra os puxadores de
porta e a ausência de alças de segurança traseiras no
teto. Os painéis são simples, sem conta-giros, e só o
Ford possui relógio. Mas este impõe uma limitação
imperdoável em relação a sistema de áudio e controles
elétricos de vidros e travas, como já dito. Os comandos
de vidros da GM, aliás, são ótimos ao trazer função
um-toque, temporizador e proteção antiesmagamento para todos eles. |
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