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Comparativo Completo

O VW, em contrapartida, traz pára-brisa com faixa degradê (típica "tropicalização" bem-vinda, pois os europeus gostam de curtir o sol, escasso em muitos países); botão para abrir o bocal de abastecimento (melhor seria que se destravasse junto das portas); luzes de cortesia nas portas dianteiras; opção de teto solar, com prático comando elétrico giratório; e até alça de teto para o motorista, de função discutível. Seu capô é destravado por uma lingüeta que sai pela grade e sustentado por mola a gás, em vez da velha vareta do oponente.

O 307 agrada pelo espaço interno e de bagagem: 420 litros. O estepe agora vem por dentro do compartimento, não abaixo dele como no antigo 306

Ainda, no Golf as portas se travam ao rodar e se destravam por fora em dois estágios (motorista em separado). No 307 não há pinos, apenas um interruptor central no painel, cuja luz vermelha aponta portas travadas -- deveria ser o contrário -- e desaparece sob sol, um ponto a ser revisto. O que poderia mudar no VW é a buzina de ativação do alarme, que toca ao abrir ou trancar o veículo, na contramão da tendência atual.

Como se esperava por seu porte, o Peugeot é mais espaçoso à frente e atrás, para pernas, ombros e cabeças. Seu quinto ocupante também se acomoda melhor e o compartimento de bagagem é bem mais amplo, 420 contra 330 litros. Traz ainda conveniências como porta-objetos laterais, rede para reter objetos (pode ser montada no assoalho ou junto ao encosto traseiro) e seis ganchos de amarração. Em ambos os modelos o banco é bipartido (60/40, inclusive assento) e o estepe fica por dentro, o que rompe um hábito na Peugeot (leia abaixo); sua roda é de aço, não de alumínio como as outras.

No Golf, espaço para apenas 330 litros, o menor do segmento, e interior mais compacto que no oponente. Nesses aspectos se nota o peso dos anos para o VW

Mecânica, comportamento e segurança   O 307 traz um motor tipicamente europeu: com menor cilindrada (1,6 contra 2,0 litros), utiliza bloco de alumínio e cabeçote multiválvula para obter potência próxima à do Golf. São 110 cv ante 116 cv do VW, mas este vence por boa margem em torque, com 17,3 m.kgf a baixas 2.400 rpm contra 14,7 m.kgf a altas 4.000 rpm. Em ambos o funcionamento é razoavelmente suave, embora o nível de ruído incomode um pouco em alta rotação.

Como se esperava, o Golf é nitidamente mais ágil em baixa rotação, no que contribui o menor peso (1.197 contra 1.268 kg); já nas altas o 307 não fica tão atrás. De acordo com os fabricantes, o VW acelera de 0 a 100 km/h em 10,4 s e chega a 195 km/h; o Peugeot, 11,9 s e 186 km/h. O Golf consome bem em cidade (9,1 km/l) e pouco em estrada (16,1 km/l), enquanto os índices do 307 não são divulgados -- algo que a marca precisa rever. Continua

Tradições rompidas
Não faz muito tempo, o motorista poderia reconhecer a procedência francesa de um automóvel sem ver o emblema da marca. A buzina era acionada pela alavanca à esquerda do volante, o estepe vinha por baixo do porta-malas e a suspensão traseira utilizava barras de torção. Era assim no primeiro Renault Clio (1996-1999 no Brasil) e ainda é no Peugeot 206 e nos Citroëns Xsara e Picasso.

Felizmente para alguns, essas tradições vêm sendo abandonadas. O atual Clio, o Citroën C5 e agora o Peugeot 307 trazem a buzina na almofada central do volante, como quase todos os carros do mundo, em benefício da
segurança (comandos devem estar onde o motorista os procuraria por hábito; saiba mais), e o estepe por dentro do compartimento de bagagem, para remoção e verificação de pressão mais fáceis, embora exija a retirada de eventual carga.

Clio e 307 (este em relação ao 306 que substitui) também trocaram as barras de torção por molas helicoidais, neste caso uma alteração neutra quanto à eficiência. Por outro lado, o antigo conceito era vantajoso quanto à menor invasão do interior do veículo pela suspensão, que agora possui torres de amortecedores junto às caixas de roda traseiras.

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