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Motos do Passado

Seria muito mais coerente adotar partida elétrica também na XLX 350R (de preferência mantendo o pedal, para maior segurança dos que a levassem às trilhas, onde os tombos e sucessivos arranques podem descarregar a bateria). E, se fosse mesmo o caso de reduzir as opções de um mercado já pobre em ofertas, eliminar a arcaica 250, com seu temerário freio a tambor dianteiro e seu estilo defasado. Imprensa e consumidores criticaram muito, mas a marca não os ouviu.

O modelo 1988, ao lado, havia sido o último da XL 125S, mas ela retornava ao mercado em 1992, aproveitando a crise e a procura por motos mais baratas e econômicas

Renascidas   Como a Honda não atendia aos apelos pelo retorno da XLX 350R, a concessionária Mesbla Motos passava a oferecer a Reborn (saiba mais). A visão que faltou no caso da 350 a Honda teve, porém, na linha 125. Diante da retração do mercado em 1992, percebeu a oportunidade de relançar a pequena XL 125S, com as mesmas características de quando fora descontinuada.

A NX 150 era a segunda moto mais vendida da marca, atrás apenas da CG 125, e uma renascida "Xiselinha" viria agregar opções no segmento de entrada. Pois ela voltou, sem nenhuma novidade além dos grafismos, e logo reassumiu seu espaço. Em agosto de 1993 a Duty era descontinuada, com um total de produção de 19.966 unidades.

Espécie de XR 200R despojada na mecânica e no acabamento, a modesta XLR 125 é hoje a única representante do que já foi a grande família XL da Honda

A XLX 250R permaneceu no mercado até dezembro de 1994, quando a apresentação da linha de 200 cm3 (CBX Strada, NX e XR) a levava à merecida aposentadoria, depois de 126.770 unidades produzidas. A XL 125S era substituída só em dezembro de 1996 pela XLR 125, uma versão empobrecida da XR 200R, com o motor da CG Titan (de comando no bloco, mais antigo que o da 125S de 1984...), freio dianteiro a tambor e partida a pedal (a elétrica viria só em 2000), mas com as vantagens da suspensão traseira monomola e estilo mais moderno.

A linha XL resumia-se agora a uma 125 simples e econômica, sem o porte e o desempenho que já caracterizaram os modelos de maior cilindrada. O tempo passou também para elas, mas essa família de uso misto da Honda deixou seu espaço registrado entre as motos nacionais do passado.

Ficha técnica
_ XLX 250R (1987) XLX 350R (1987)
MOTOR
Cilindros 1 cilindro / 4 tempos
Refrigeração / partida a ar / a pedal
Comando / válv. por cilindro no cabeçote / 4 radiais
Diâmetro e curso 72 x 61,3 mm 84 x 61,3 mm
Cilindrada 249 cm3 339 cm3
Taxa de compressão 9,2:1 8,9:1
Potência máxima 25 cv a 8.000 rpm 30 cv a 7.500 rpm
Torque máximo 2,4 m.kgf a 7.000 rpm 3 m.kgf a 5.500 rpm
Alimentação um carburador de 30 mm um carburador de 34 mm
CÂMBIO
Marchas 6 / transmissão por corrente
FREIOS
Dianteiro a tambor a disco
Traseiro a tambor
CICLÍSTICA
Quadro tipo Diamond, berço simples aberto, de aço
Suspensão dianteira/traseira telescópica / monomola
Pneu dianteiro 3,00 - 21
Pneu traseiro 4,60 - 17
DIMENSÕES
Comprimento 2,155 m 2,085 m
Entreeixos 1,385 m
Capacidade do tanque 12 l 14 l
Peso a seco 129 kg 135 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 130 km/h 138 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 10,5 s 10 s
Dados de desempenho aproximados

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