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A Honda tinha seu melhor exemplo na XRV 750 Africa Twin, uma bicilíndrica de grande porte. No Brasil, contudo, não havia intenção de lançar uma XLX maior que a 350R, pela tradicional relutância das duas maiores marcas em competir em segmentos superiores ao das 125 -- é fácil notar como os produtos Honda e Yamaha foram, durante a década, mais complementares que concorrentes.
Assim, a mecânica da 350 foi escolhida como base para a nova Honda nacional, de perfil mais estradeiro e clara inspiração "desértica". Apresentada em 1990, a NX 350 Sahara -- batizada com o nome de um deserto africano, assim como a Ténéré -- parecia uma prima menor da Africa
Twin (veja abaixo). Mas seu estilo massivo (comprovado na balança: 144,5 kg) e de gosto discutível não era acompanhado pelo desempenho do motor, nem mesmo pela capacidade do tanque (14 litros, a mesma da XLX).
Não há dúvida de que a Honda teria feito melhor em se inspirar nas NX 250 e
650 Dominator (as verdadeiras NX), esta uma grande monocilíndrica de estilo ágil e compacto, seguindo as tendências para os anos 90. A importação da
Dominator, pouco depois, tornaria esse equívoco evidente. A própria linha nacional já contava com a NX 150, uma representante do novo conceito.
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