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O Tetrafuel acompanha as
mudanças, mas não ganha potência; na foto, os cilindros de gás sem a
cobertura

O motor de 1,0 litro traz
mais 8 cv e o de 1,4 aumenta em 5 cv: melhor desempenho para as versões
inferiores |
Nota-se que ficou mais "bravo", pois o torque máximo subiu de 9,1/9,2
m.kgf a apenas 2.500 rpm para 9,5/9,9 m.kgf a altas 4.500 rpm. Mas está
9% mais econômico, segundo o fabricante. O 1,4 recebeu melhorias que já
foram vistas no Punto — coletor de admissão, dutos de escapamento,
pistões e sede de válvulas de admissão. Isso fez com que aumentasse a
potência em 5 cv, passando de 80/81 cv a 5.500 rpm para 85/86 cv a 5.750
rpm, com o torque crescendo de 12,2/12,4 m.kgf a 2.250 rpm para
12,4/12,5 m.kgf a 3.500 rpm.
No lançamento à imprensa, em Brasília, DF, foi possível dirigir essas
versões em percurso urbano de aproximados 40 quilômetros.
Os revigorados motores são adequados à proposta do carro, que cumpre bem
seu papel em ciclo urbano. Evidente que o 1,4 responde com mais vontade
ao comando do acelerador, sendo bem mais adequado a um sedã por sua
grande capacidade de bagagem. Mas o 1,0 não perdeu sua conhecida
agilidade em baixas e médias rotações, que mascara em parte a cilindrada
reduzida. Digno de nota é o bom acerto de suspensão, ao contrário de
antigos Sienas, embora a Fiat não informe sobre alterações.
As alterações têm como objetivo aumentar a participação da Fiat no
segmento de sedãs compactos, que é liderado pela GM com a soma de Corsa
e Classic. Outros concorrentes, de acordo com a versão do Siena, são os
sedãs Fiesta, Clio, Polo e o Logan. Os preços aumentaram pouco, cerca de
1% na versão ELX 1,4 e 5% na HLX (no ELX 1,0 não mudou). Ficam, assim,
em R$ 33.600 para o ELX 1,0-litro, R$ 36.600 para o ELX 1,4, R$ 44.960
para o ELX Tetrafuel e R$ 44.850 para o HLX 1,8, sem opcionais. De modo
geral são valores mais altos que os dos adversários, mas com
equipamentos superiores. Tudo somado, o novo Siena tem atributos para
conquistar clientes da concorrência e manter seu público já fiel. |