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O motor 2,0-litros de 142 cv,
suave mas algo ruidoso, pode vir com o câmbio de variação contínua
XTronic



Na avaliação em Guarujá, SP,
destaque para o bom desempenho e notável comportamento dinâmico |
As críticas ficam para pára-brisa sem faixa degradê, comando elétrico
dos vidros (um-toque para descida só
para o motorista) e retrovisor esquerdo plano. E foi mantido (como no
Fusion) o padrão americano: faróis de facho baixo simétrico, apesar de
ótimos, e luzes indicadoras de direção vermelhas, não âmbar como se usa
aqui.
Anda bem
Avaliado em Guarujá, no litoral norte paulista, o novo Sentra mostrou-se excelente de chão. A direção com assistência elétrica é
bem calibrada, quando à variabilidade em função da velocidade, e o
volante com regulagem de altura é impecável. O básico com caixa manual
pesa 1.305 kg e os 9,2 kg/cv de relação peso-potência se manifestam com
acelerações e retomadas convincentes, como 0 a 100 km/h em 9,5 segundos
(automático,10,4 s). Naturalmente as versões superiores, de 1.325 kg e
1.369 kg (só CVT), se ressentem do maior peso.
A velocidade máxima é de 194 km/h (manual), com 188 km/h para o
automático. O câmbio CVT responde por 20 kg de peso adicional.
Francamente, o carro parece andar mais do que isso, sobretudo com caixa
manual, que deve superar os 200 km/h. Indagada, a Nissan disse que é
isso mesmo. Vamos ver na avaliação completa como será a simulação de
desempenho.
Com o CVT, ao calcar o acelerador a fundo o motor vai a 6.000 rpm, uma
incoerência visto a potência máxima ocorrer a 5.500 rpm. Como se sabe,
com esse tipo de caixa a rotação se mantém constante enquanto a
velocidade aumenta. Seria melhor que permanecesse na rotação-pico de
potência. Também, nessa faixa de rotação há invasão do ruído do motor
além do que se espera num carro dessa categoria, apesar de o motor ter
funcionamento bem suave — tanto que parece contar com
árvore de balanceamento, mas não conta.
A rodagem é firme, bem controlada; o veículo passa bem sobre lombadas e
aponta com precisão para curvas de variados raios, com pouca rolagem e
nenhuma tendência a sair de traseira. Bem-comportado como convém a um
carro de rua, mas sem mostrar frouxidão para um dirigir vigoroso, e com
freios potentes. Vai agradar. Assim como a companhia aérea é uma questão
de escolha pessoal — diz a TAM ao terminar um vôo —, câmbio também. Tudo
somado, prefiro a caixa manual.
Mas, seja com que câmbio for, a Nissan — sexto fabricante mundial de
veículos e que já opera oficialmente no Brasil desde 1998 com ampla
linha de modelos — parece disposta a disputar um mercado pouca coisa
menor que um milhão de carros por ano (sem os 1,0-litro). A concorrência
no segmento dos médios tem todos os motivos para ficar preocupada, mesmo
que sejam previstos apenas 700 Sentras por mês. |