

Mais 40% de potência e menor
consumo são atrativos do Wrangler com motor Pentastar; interior é um
tanto simples para o preço de R$ 130 mil |
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MOTOR
- transversal, 4 cilindros em linha; duplo comando variável no
cabeçote, 4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 86 x 86 mm.
Cilindrada: 1.998 cm3. Taxa de compressão: 10,5:1. Injeção
multiponto sequencial. Potência máxima: 156 cv a 6.300 rpm.
Torque máximo: 19,4 m.kgf a 5.100 rpm. |
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CÂMBIO
- automático, 5 marchas; tração dianteira. |
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FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a disco; antitravamento
(ABS). |
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DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica. |
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SUSPENSÃO
- dianteira, independente McPherson; traseira, independente,
multibraço. |
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RODAS
- 17 pol; pneus, 215/60 R 17. |
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DIMENSÕES
- comprimento, 4,448 m; largura, 1,812 m; altura, 1,663 m;
entre-eixos, 2,635 m; capacidade do tanque, 51 l; porta-malas,
328 l; peso, 1.424 kg. |
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CONSUMO - em cidade, 9,8
km/l; em estrada, 16,4 km/l. |
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Dados do fabricante;
desempenho não disponível |
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MOTOR
- longitudinal, 6 cilindros em V; duplo comando variável nos
cabeçotes, 4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 96 x 83
mm. Cilindrada: 3.605 cm3. Taxa de compressão: 10,2:1. Injeção
multiponto sequencial. Potência máxima: 284 cv a 6.350 rpm.
Torque máximo: 35,4 m.kgf a 4.300 rpm. |
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CÂMBIO
- automático, 5 marchas; tração traseira e integral temporária. |
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FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a disco; antitravamento
(ABS). |
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DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica. |
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SUSPENSÃO
- dianteira e traseira, eixos rígidos. |
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RODAS
- 17 pol; pneus, 245/75 R 17. |
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DIMENSÕES
- comprimento, 4,223 m; largura, 1,873 m; altura, 1,84 m;
entre-eixos, 2,424 m; capacidade do tanque, 70,4 l; porta-malas,
142 l; peso, 1.413 kg. |
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DESEMPENHO - velocidade
máxima, 180 km/h; aceleração
de 0 a 100 km/h, 8,1 s. |
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CONSUMO - em cidade, 6,8
km/l; em estrada, 12,6 km/l. |
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Dados do fabricante para
versão curta |
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Em modo seletivo pode-se trabalhar mais com as "marchas" e explorar bem
o motor, que tem funcionamento suave, ajudado por duas
árvores de balanceamento. Entre as
qualidades desse câmbio CVT estão a correia de metal, de durabilidade
tão grande quanto a do motor — segundo a Jeep — e que dispensa
manutenções regulares, e a relação que produz baixo regime em viagem,
pois a 120 km/h o conta-giros se mantém a 2.400 rpm. O comportamento em
curvas e frenagens está dentro do esperado para um veículo de suas
dimensões e peso.
Se o desempenho não deve impedir o êxito do Compass (não fica a dever ao
do atual Honda CR-V, um dos utilitários esporte mais vendidos), o que
depõe contra a novidade é mesmo o preço, difícil de justificar para um
projeto já antigo, com interior espartano, e para um Jeep sem
habilidades fora-de-estrada.
Tradição revigorada
Representante atual dos jipes originais, que completam 71 anos de
história, o Wrangler continua robusto e com acabamento simples, mas a
linha 2012 recebe o motor Pentastar — o mesmo que equipa o Grand
Cherokee e o Dodge Journey — V6 de 3,6 litros e 284 cv e câmbio
automático de cinco marchas, no lugar do anterior de quatro marchas.
Foi um caso típico da onda downsizing de redução de cilindrada, pois o
motor perdeu 200 cm³ para o anterior, de 3,8 litros, mas ganhou
expressivos 40% em potência e 10% em torque, além de reduzir o consumo e
o nível de ruído. Além dos 85 cv adicionais, a nova unidade com duplo
comando e quatro válvulas por cilindro fez o torque crescer de 32,1 para
35,4 m.kgf. A Jeep informa aceleração de 0 a 100 km/h em 8,1 segundos,
tempo 25% menor que na versão antiga.
É claro que o tradicional Jeep pode receber quantas inovações forem
possíveis, mas jamais vai perder a identidade do original produzido
desde 1941. Para-lamas expostos de formato trapezoidal, dobradiças das
portas e travas do capô do motor à vista, cinta nas portas — tudo para
manter a genética daquele primeiro veículo leve 4x4 produzido para fins
militares.
O Wrangler vem ao Brasil em duas versões: Sport, de duas portas, ao
preço de R$ 129,9 mil, e Unlimited Sport, de quatro portas (que tem
distância entre eixos e comprimento 52 centímetros maiores e ganha
também em capacidade de bagagem, de 142 para 498 litros), por R$ 139,9
mil. A Jeep espera vender 450 unidades no Brasil em 2012. O conteúdo de
série não impressiona para seus preços: controle eletrônico de
estabilidade e tração, bolsas infláveis frontais, freios ABS, faróis de
neblina, ar-condicionado, duas capotas (rígida e de lona), controlador
de velocidade, rádio/toca-CDs com MP3, rodas de alumínio de 17 pol e,
claro, tração temporária nas quatro rodas com redução.
Não se pode esperar dele um acabamento de luxo, mas o aspecto rústico
tem seu charme. Com o Jeep em movimento, merece destaque o funcionamento
muito silencioso e suave do novo motor — tão silencioso que ressalta o
ruído dos pneus no asfalto. Os pneus altos, de perfil 75, e a suspensão
recalibrada produzem uma rodagem macia e agradável, apesar dos arcaicos
eixos rígidos.
A parte mais interessante da avaliação foi a pista artificial de
fora-de-estrada, com obstáculos. De tração integral e reduzida
acionadas, seria difícil encalhar o Jeep, mesmo nas situações mais
difíceis. Um sistema que ajuda muito em piso escorregadio é o assistente
de descida, que aciona os freios quando o motorista solta o acelerador
em declive. Quem já dirigiu nessas condições sabe como é desagradável
ter de frear por longo tempo, enquanto as irregularidades fazem o carro
chacoalhar.
O câmbio automático de cinco marchas reduziu a variação de giros nas
mudanças, como pede o novo motor de alta rotação (torque máximo a 4.300
rpm), mas o desnível ainda é grande. A 120 km/h o conta-giros indica
apenas 2.100 rpm. De qualquer forma, a aceleração e as retomada de
velocidade convencem no Jeep de duas portas e 1.413 kg — a versão
Unlimited pesa bem mais, 1.860 kg.
Apesar de se tratar na essência de um veículo para aventuras, no
trânsito pesado e na estrada ele é confortável. Quem roda mais no
asfalto, e mesmo assim gosta do estilo aventureiro, deve ficar atento ao
comportamento em curva: o Wrangler tende a sair de frente com facilidade
e rolar demais a carroceria, embora conte com o controle eletrônico para
corrigir eventuais desvios da trajetória. Para um veículo com eixos
rígidos, pneus de perfil alto e grande vão livre do solo, seu
comportamento é normal — questão de se adaptar.
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