| A versão Essence
traz o mesmo conteúdo da Attractive, mas com motor E-Torq de 1,6
litro e opção de câmbio Dualogic, além de mais opcionais

Falta caracterização esportiva
ao interior da Sporting, que traz -- como as demais Ideas -- novo
volante e grafia alterada em um painel já antigo


A Adventure oferece bancos e
volante revestidos de couro; o painel tem clinômetros e bússola e a
grafia dos mostradores perdeu o ar saturado |
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| MOTOR
(Essence)
- transversal, 4 cilindros em linha; comando no cabeçote,
4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 77 x 85,8 mm.
Cilindrada: 1.598 cm3. Taxa de compressão: 10,5:1. Injeção
multiponto sequencial. Potência máxima: 115 cv (gas.) e 117 cv (álc.) a
5.500 rpm. Torque máximo: 16,2 m.kgf (gas.) e 16,8 m.kgf (álc.) a
4.500 rpm. |
| MOTOR
(Sporting e Adventure)
- transversal, 4 cilindros em linha; comando no cabeçote,
4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 80,5 x 85,8 mm.
Cilindrada: 1.747 cm3. Taxa de compressão: 11,2:1. Injeção
multiponto sequencial. Potência máxima: 130 cv (gas.) e 132 cv (álc.) a
5.250 rpm. Torque máximo: 18,4 m.kgf (gas.) e 18,9 m.kgf (álc.) a
4.500 rpm. |
| CÂMBIO
- manual, 5 marchas; tração dianteira. |
| FREIOS
- dianteiros a disco ventilado; traseiros a tambor; antitravamento
(ABS) opcional (de série na Adventure). |
| DIREÇÃO
- de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica. |
| SUSPENSÃO
- dianteira, independente McPherson; traseira, eixo de torção. |
| RODAS
(Essence)
- 6 x 15 pol; pneus, 195/60 R 15. |
| RODAS
(Sporting)
- 6 x 16 pol; pneus, 195/55 R 16. |
| RODAS
(Adventure)
- 6 x 15 pol; pneus, 205/70 R 15. |
| DIMENSÕES
(Essence e Sporting) - comprimento, 3,955 m; largura, 1,698 m; altura, 1,701 m;
entre-eixos, 2,511 m; capacidade do tanque, 48 l; porta-malas, 380
l; peso, 1.260 kg (Essence) e 1.280 kg (Sporting). |
| DIMENSÕES
(Adventure) - comprimento, 4,207 m; largura, 1,753 m; altura, 1,814 m;
entreeixos, 2,511 m; capacidade do tanque, 48 l; porta-malas, 380
l; peso, 1.325 kg. |
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Bons de baixa, melhores de alta
Descritos em detalhes na avaliação do
Punto 2011, os motores E-Torq de quatro válvulas por cilindro trazem
duas situações em comparação ao antigo 1,8 da GM: no 1,6 a potência é
levemente mais alta, mas com redução de torque; no 1,75 há importante
ganho em potência e aumento modesto em torque, ainda assim com
necessidade de mais rotações para entregar o mesmo desempenho do
anterior (confira os números na ficha técnica).
Como ficaram desempenho e consumo? Considerando uso de álcool, Essence
1,6 e Sporting 1,75 têm velocidade máxima de 179 e 185 km/h (na ordem),
ante 182 da antiga HLX 1,8, e aceleração de 0 a 100 km/h em 10,7 e 10,2
segundos, contra 10,9 s da HLX. Nessas medições em alta rotação a
desvantagem da nova 1,6 não se manifesta, mas se esperava ganho maior na
Sporting, pois são 18 cv a mais que no motor da GM. Na Adventure, que
anda menos por conta da aerodinâmica, dos pneus e do maior peso, os
números de 180 km/h e 10,8 s constituem boa melhora sobre os 171 km/h e
12,2 s da antiga.
Em consumo, todavia, a Idea frustra a expectativa — como aconteceu com o
Punto — de que os E-Torqs eliminassem a fama de beberrões dos Fiats com
motor da GM. A antiga HLX fazia, de acordo com a fábrica, 8,2 km/l em
ciclo urbano e 11 em rodoviário. A nova Essence piora para 7,9 e 10,3
km/l, na ordem, e a Sporting cai para 7,8 e 10,2 km/l. A Adventure
também passou a consumir mais na estrada, embora menos na cidade: antes,
7,2 e 10,5 km/l; agora, 7,4 e 9,8 km/l. Não há diferença de consumo ou
desempenho entre a caixa manual e a Dualogic, pois esta implica aumento
de peso ínfimo (5 kg), mantém as relações de marcha (exceto a primeira
da Adventure, 9% mais curta na automatizada) e tem a mesma eficiência na
transmissão de potência.
Números à parte, como ficaram as sensações ao dirigir? Na avaliação no
Guarujá, litoral sul de São Paulo, pudemos rodar com as versões Essence,
Sporting e Adventure, todas com câmbio manual. Os motores FPT trouxeram
um funcionamento mais suave e silencioso e fazem jus ao nome E-Torq,
porque a distribuição de potência é bem equilibrada, com boas respostas
logo acima dos 1.000 rpm.
No 1,6 o trabalho de engenharia foi muito bem-sucedido em vibração e
ruídos. De vidros fechados, o motor parece desligado. Nesse quesito
ninguém terá saudades do motor 1,8 da GM. A Fiat informa que a 1.500 rpm
ele já entrega 80% do torque máximo, o que é bastante bom para uma
unidade de 16 válvulas sem variação de
comando de válvulas ou coletor de
admissão. Para colocar essa distribuição à prova, submetemos a
Essence a alguns testes. A partir de 1.000 rpm, em terceira marcha, ele
responde com bom entusiasmo. Em quarta fica um pouco preguiçoso, mas
retoma bem. Só em quinta nota-se alguma hesitação e, após alguns
segundos, a resposta é satisfatória. Nada mal para um carro que pesa
1.260 kg. Já a partir de 1.300 rpm até em quinta o Idea retoma bem e,
depois de 1.500 rpm, sobe de giro com agradável regularidade. Graças a
esse caráter, pode-se rodar em quarta e quinta mesmo em baixa
velocidade.
Já o motor 1,75, apesar do maior torque, gosta mais de viver acima de
1.700 rpm. Saindo de 1.000 rpm a terceira responde com alguma
disposição, em quarta ele já fica titubeante e em quinta começa a
"tossir". Se o motorista mantiver o acelerador no fim de curso, ele
acaba crescendo de giro, mas boas respostas precisam de rotação mais
alta. Seu funcionamento é mais áspero, embora também silencioso. Acima
de 1.700 rpm responde com vigor e a aceleração partindo da imobilidade é
rápida.
A estrada do percurso era bem cheia de curvas e com lombadas enormes.
Nas curvas, a Essence respondeu com a típica reação de uma minivan, cujo
centro de gravidade é um pouco elevado:
inclina-se um pouco na entrada da curva, mas depois estabiliza. Na
Sporting, com pneus de perfil mais baixo e a mesma calibração de
suspensão, há algum ganho em precisão de direção, mas o comportamento é
semelhante e não disfarça sua genética familiar. Nos buracos os pneus
mais baixos cobram um pouco do conforto.
Na Idea Adventure é tudo diferente. Os pneus de perfil maior, o vão
livre adicional (25 mm a mais) e a suspensão toda recalibrada
representam grande vantagem nas lombadas e buracos, mas contribuem para
elevar ainda mais o centro de gravidade, comprometendo em parte a
estabilidade em curvas. Nada que impeça uma viagem pelas serras, mas na
comparação com as outras essa tendência aventureira fica bem clara. |