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Novas relações de marcha no
1,6 deram agilidade no uso urbano e, com a quinta mais longa, menor
ruído na estrada, onde também se nota o melhor isolamento


As portas também têm melhor
acabamento e os novos botões dos vidros dificultam o acionamento
involuntário |
O EcoSport 2008 traz melhorias também na parte mecânica. Os motores
continuam os mesmos, tanto o Zetec Rocam 1,6-litro
flexível em combustível, que entrega
105/111 cv (gasolina e álcool, na ordem), quanto o Duratec 2,0 16V a
gasolina, que rende 143 cv quando equipado com câmbio manual e 138 cv
com o automático. Mas nas versões 1,6 as relações de marcha foram
alteradas: a primeira e a segunda foram encurtadas em 15% e 13,5%, na
ordem, enquanto a terceira, a quarta e a quinta se alongaram em 2,5%,
7,5% e 7,8%, na ordem.
Para a imprensa verificar os efeitos das mudanças, a Ford realizou um
teste de pouco mais de 100 quilômetros entre Cabo de Santo
Agostinho e Porto de Galinhas, na região de Recife, Pernambuco. As
alterações trouxeram mais agilidade no trânsito urbano e até mesmo em
condições de fora-de-estrada leve (além de poupar a embreagem ao sair em
aclives acentuados), sem comprometer sua condução em rodovias. A 120
km/h em quinta o motor gira a 3.100 rpm, sem incomodar, com o auxílio
das melhorias na aplicação dos materiais anti-ruído. O carro ficou de
fato mais silencioso: os sons de motor, escapamento e aspiração só são
percebidos em altas rotações. Em uso normal não incomodam em nada. Mas
os pneus ATR produzem um ruído de rodagem típico de seu perfil misto.
Outra alteração para o EcoSport 1,6 foi a recalibração do servo-freio,
de maneira a tornar 35% mais intensa a multiplicação da força aplicada
ao pedal. A sensação de freios insuficientes era reclamação constante,
já mencionada pelo Best Cars. As versões 2,0 já sofreram
alteração nos freios quando passou a ser oferecido o câmbio automático,
de modo que não foi preciso alterar a assistência. A mudança de
calibração surtiu efeito nas frenagens tranqüilas. Mas, nas freadas
enérgicas, é nítido como ainda se tem de aplicar força considerável ao
pedal para que o carro diminua a velocidade, o que faz perceber que o
problema talvez seja mesmo de subdimensionamento do sistema.
Boa notícia é que as alterações não trouxeram aumento de preços ao
veículo, exceção feita às versões 2,0, que sofreram incremento da ordem
de R$ 800 por conta da introdução de controle de áudio no volante e
computador de bordo. Assim, o EcoSport mais barato, o XL 1,6, custa R$
49.680, passando a R$ 53.470 para o XLS, R$ 55.920 para o XLT, R$ 63.000
para o XLT 2,0 com câmbio manual e R$ 66.550 para o 4WD. Os preços das
versões com câmbio automático são de R$ 61.320,00 para o XLS e R$
65.500,00 para o XLT, ambos com motor 2,0.
O EcoSport evoluiu bastante com essa remodelação. Se seu interior ainda
não é um ícone de acabamento, como deveria ser se seguisse a tradição de
outros tempos da Ford, agregou bastante tanto pelos equipamentos quanto
pela aparência e a qualidade dos materiais. Sua dirigibilidade, como de
hábito, permite que o motorista desfrute de prazer ao volante, com
comportamento dinâmico correto — sobretudo se levarmos em consideração
sua proposta e sua altura do solo — e desempenho muito bom com motor
2,0, embora apenas regular com o 1,6.
As mudanças têm tudo para garantir a continuidade do sucesso do carro,
com uma evolução que é claramente percebida. Vamos torcer para que
continue assim. |