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Rodas de aço com
calotas e ausência de faróis de neblina distinguem por fora a Expression,
que traz logotipo da versão apenas no batente da porta do passageiro



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As respostas ao
acelerador são adequadas, sem criar constrangimento no uso tranqüilo que se espera de uma minivan.
Em uma
subida íngreme, vencida em primeira marcha e com acelerador
a fundo, a Scénic pareceu hesitar mas foi até o fim — devagar e sempre.
As mudanças do câmbio são relativamente suaves e, graças à lógica do
sistema eletrônico, as marchas são retidas (pode até haver redução)
nas desacelerações, o que poupa os freios e facilita a vida do motorista
em descidas de serra, por exemplo.
Esse comportamento da caixa eletrônica da Renault, porém, traz o maior
inconveniente desta versão. Quase todo o tempo o câmbio mantém uma
marcha mais curta do que poderia; como o motorista tende a aliviar o
acelerador, para que a caixa o "entenda" e passe logo à marcha superior,
o ruído resultante lembra o que alguém já chamou de enceradeira... Está
longe de agradar. De vez em quando, dá saudades de caixas como a da GM,
com seu seletor entre modos esportivo e econômico e operação realmente
suave quando este último está em uso.
A não ser por esse incômodo, o conjunto da Expression é equilibrado: bom
comportamento dinâmico, rodar confortável, suspensão bem adequada a
lombadas, freios e direção bem ajustados. O câmbio automático a deixa
mais silenciosa enquanto em última marcha, pela relação mais longa, e os
faróis continuam ótimos.
Além de espaçoso, o interior agrada mais que o da Meriva (sua
concorrente mais direta) em termos de visibilidade à frente, devido às
colunas mais recuadas e estreitas, e em capacidade de bagagem, 410
litros. Sua dotação de itens de segurança também é superior, com encostos de cabeça
e cintos de três pontos para todos os ocupantes e bolsas infláveis de
série — mas não há sistema antitravamento ABS para os freios, restritos
às versões superiores.
É verdade que a Scénic, aos cinco anos de Brasil e já substituída na
Europa, não esconde a idade. A quase-exclusividade das minivans hoje,
nessa faixa de preço, pode ficar abalada com a chegada de peruas
eficientes como a Toyota Fielder. Mas ainda há boas razões para
considerar esse modelo familiar da Renault, que introduziu o câmbio
automático na classe e agora o tornou mais acessível.
Continua
O câmbio
automático prejudica o desempenho, mas o ruído constante da
retenção de marchas é o maior incômodo; a capacidade de bagagem é
adequada, 410 litros
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