Best Cars Web Site

Como anda   O RoCam flexível é ardido, no bom sentido, especialmente alimentado com álcool. Esbanja potência, transmite segurança e, muito importante, a queda é lenta após atingir o ponto máximo da curva. Isso se traduz numa excepcional elasticidade e facilidade para locomover os 1.176 kg de peso do veículo. Rodando com gasolina — a Ford providenciou a troca de combustível no breve percurso de avaliação, de cerca de 60 quilômetros, entre a capital paulista e a cidade de Mogi das Cruzes — o desempenho cai, mas mesmo assim não desaponta.

A potência máxima com qualquer combustível ocorre a 5.500 rpm, com limite por corte de injeção, dos mais suaves já vistos, a 6.250 rpm. O torque máximo é sempre a 4.250 rpm, 15,8 ou 14,9 m.kgf (álcool/gasolina), mas curiosamente sua curva possui dois picos: há outro, anterior, a 2.500 rpm, de 15,3 ou 14,7 m.kgf. Segue-se um vale de aproximadamente 15,1/14,5 m.kgf, entre 2.800 e 3.500 rpm, para depois voltar a subir. Mas na prática essa curva de torque de dois picos não é perceptível e o motor acelera de maneira contínua e consistente desde as rotações mais baixas.

Clique para ampliar a imagem

O bom torque em baixa rotação é bem-vindo em um
utilitário pesado, mas a autonomia com álcool é baixa

Por conta do peso, a aceleração 0-100 km/h é apenas razoável: 13,1 e 13,6 segundos, álcool/gasolina, diz a fábrica. Assim mesmo, há um ganho sobre os 14,4 s da versão anterior. Houve melhora de 10,8 e 5,7%, na mesma ordem, no teste de retomada 50 a 100 km/h em quarta marcha em relação à versão a gasolina, conforme dados do fabricante (15,6 e 16,5 s contra 17,5 s). Já a aerodinâmica de utilitário cobra preço alto na velocidade máxima, 167 e 162 km/h. Certamente não se pensa em velocidades elevadas num utilitário esporte, mas quanto mais veloz um veículo, maior sua aceleração no ritmo típico de viagens em auto-estradas, o que sempre tem sua utilidade.

O consumo informado, obtido nos ciclos-padrão, é de 7,9/9,8 km/l na cidade e 12,1/15,1 km/l na estrada (álcool/gasolina), o que mostra que, se a nova versão consome gasolina dentro dos padrões normais, é ligeiramente menos frugal com álcool, apesar da elevada taxa de compressão, o que é intrigante.

A diferença de distância percorrida com um litro, na concorrência, situa-se ao redor de 30% menos com álcool; neste Ford é 35% menos. Contudo, o custo por quilômetro rodado ainda pode ser expressivamente menor com esse combustível, de acordo com a região e a época do ano. Algo que deve incomodar é a reduzida autonomia com álcool, por não ter sido ampliado o tanque de apenas 45 litros.

Clique para ampliar a imagem

Melhor absorção de ruídos e vibrações vem tornar
mais confortável um dos maiores sucessos da Ford

A nova versão conserva suas características conhecidas de comportamento dinâmico. Fora a suspensão algo dura para a maioria das situações, o que chega a incomodar, é seguro dinamicamente, com ótima resposta de direção — os pneus 205/65-15 contribuem sobremaneira para isso — e freios à altura. A estabilidade é boa para um utilitário esporte de 1,622 metro de altura.

Na linha toda   Toda a linha EcoSport, juntamente com este lançamento, acaba de receber modificações que buscam uma vida mais agradável a bordo, caso do pacote de conforto acústico. Várias mantas asfálticas foram aplicadas em toda a carroceria e os suportes de fixação da tampa-assoalho do compartimento de bagagem receberam alteração para eliminar ruídos. Com as mudanças, diz a fábrica, houve redução da pressão sonora, ou ruído, de 1 a 2 decibéis escala A (dBA), bastante se considerado que a escala é logarítmica, em que o efeito é maior do que os números sugerem.

Outra conseqüência das medidas é melhor índice da inteligibilidade, com um índice de articulação de 4%. Quanto melhor o índice, mais inteligível ficam a conversa a bordo e a percepção dos sons produzidos pelo equipamento de áudio. Outras mudanças são a nova admissão de ar de cabine posicionada na frente do veículo e melhoria do isolamento da caixa do ar-condicionado.

Para os apreciadores do EcoSport, utilitário esporte de tração dianteira que permite atravessar áreas alagadas de até 45 centímetros de profundidade, graças à distância do solo de 20 cm, a nova versão que permite escolher entre gasolina e álcool pode constituir uma atração à parte. O chato é ter ficado bem mais cara.

Ficha técnica
MOTOR - transversal, 4 cilindros em linha; comando no cabeçote, 2 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 82,07 x 75,5 mm. Cilindrada: 1.598 cm³. Taxa de compressão: 12,3:1. Injeção seqüencial. Potência máxima: 111/105 cv (álcool/gasolina) a 5.500 rpm. Torque máximo: 15,8/14,9 m.kgf a 4.250 rpm.
CÂMBIO - manual, 5 marchas; tração dianteira.
FREIOS - dianteiros a disco ventilado; traseiros a tambor.
DIREÇÃO - de pinhão e cremalheira, assistência hidráulica.
SUSPENSÃO - dianteira, independente, McPherson, estabilizador; traseira, eixo de torção.
RODAS - 6 x 15 pol; pneus, 205/65 R 15.
DIMENSÕES - comprimento, 4,228 m; largura, 1,734 m; altura, 1,622 m; entreeixos, 2,490 m; capacidade do tanque, 45 l; porta-malas, 296 l (712 l com banco rebatido); peso, 1.176 kg.
 
Desempenho e consumo
  gasolina álcool
Velocidade máxima 162 km/h 167 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 13,6 s 13,1 s
Consumo em cidade 9,8 km/l 7,9 km/l
Consumo em estrada 15,1 km/l 12,1 km/l
Dados do fabricante

Página principal - Escreva-nos

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados