O Best Cars Web Site dirigiu a versão de topo do Pajero Full, um cinco-portas com motor 3,5 e câmbio manual-automático. O bem-escolhido percurso, mesclando serra e fora-de-estrada, permitiu sentir o adequado desempenho do V6 -- embora lhe falte o som poderoso dos V8 de alguns concorrentes -- e, sobretudo, a eficiência da suspensão traseira independente. Não há comparação com os eixos rígidos do Explorer, Pathfinder (na traseira) e Grand Cherokee (ambos os eixos), embora o Nissan também adote monobloco e seja mais confortável por isso. |
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Grande evolução técnica com o uso de monobloco e suspensão independente. Sistema hidráulico de servofreio também é novidade |
| O Pajero passa suave por
irregularidades do piso e tem comportamento dinâmico
surpreendente pelo tipo de veículo. O câmbio funciona
muito bem e, em modo manual, traz um sabor de dirigir que
os automáticos convencionais não oferecem. Agradável
surpresa foi frear forte e ziguezaguear com o volante
sobre terra e pedras, constatando vibração do pedal (decorrente
da atuação do ABS) mínima e ótimo controle direcional.
A evolução do antitravamento fez mesmo cair por terra a
teoria de que anula a eficácia dos freios no fora-de-estrada. Na pista de obstáculos utilizada, com aclives e declives extremamente íngremes, erosões profundas, "costelas de vaca" e outros desafios, o Pajero estava em casa. Mesmo nos piores caminhos o motorista sentia-se confortável, apesar do amplo trabalho das suspensões. Com o uso correto dos modos de tração, o desempenho nos variados tipos de terreno foi bastante bom. |
| O três-portas (foto) traz porta-objetos inferior, que no cinco-portas é amplo a ponto de alojar o terceiro banco, gerando um assoalho plano mesmo sem sua remoção | ![]() |
| Há o que melhorar?
Certamente. Os espelhos nos pára-sóis são minúsculos,
o botão de abertura da tampa de abastecimento fica perto
dos pedais (usuários não habituados perderão um bom
tempo procurando), o capô poderia ser sustentado por
molas a gás e, na versão a diesel de câmbio manual, a
embreagem é pesada. O ar-condicionado não tem controle
automático de temperatura, presente nos concorrentes
citados. E o adesivo na porta do motorista, com instruções
de uso da tração, deveria vir em português. Mas são detalhes que passam até despercebidos quando se comparam o conforto de rodagem e o comportamento dinâmico do novo Pajero Full a seus adversários mais diretos. Um utilitário-esporte "civilizado", cada vez mais próximo das qualidades de um automóvel, mas sem perder a valentia de um fora-de-estrada. A Mitsubishi acertou em cheio. |
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