No RN -- responsável por 54% da produção com motor 1-litro e 22% com o 1,6-litro -- a situação é melhor, com painel redesenhado, conta-giros, luzes traseiras de freio (elevada) e de neblina e opção do chamado Pack Lazer (isso mesmo, um termo em inglês e outro em português), composto de controles elétricos de vidros e travas (incluindo interruptor no console), imobilizador e toca-CD com comandos junto ao volante. |
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Rodas de alumínio e faróis de neblina dão ar esportivo à versão RT. Pára-choque dianteiro foi modificado no modelo brasileiro |
| Vidros elétricos atrás
não são oferecidos e os dianteiros deixam nas portas o
local para furação e montagem de manivelas, uma falha.
O pequeno Renault deixa a desejar também maior espaço
para os objetos do dia-a-dia. O comando do
ar-condicionado seria mais prático com um botão para a
função de recirculação -- hoje é preciso girá-lo
vários pontos para evitar a entrada da fumaça de um
caminhão, por exemplo. Não catalogada como esportiva, a versão RT sai de fábrica completa, com ar-condicionado, painel de fundo cinza-claro, volante ajustável em altura, controles elétricos de vidros (com função um-toque no do motorista, mas sem temporizador), travas e retrovisores, toca-CD com comando satélite e ainda banco traseiro bipartido. Externamente, além dos pára-choques na cor da carroceria (comuns ao RL), recebe rodas de alumínio e faróis de neblina. Sua produção corresponde a apenas 9% da linha. |
| Painel contém o essencial e o RT adota fundo claro e volante regulável em altura. A do banco é fixa, mas a posição de dirigir agrada | ![]() |
Motores: ênfase no torque O motor de 1 litro, que representa 69% da produção do Clio, deriva do 1,2 utilizado nos últimos anos no Twingo -- unidade bem mais atual que o antigo de 1.239 cm3, este sim relacionado a motores Renault dos anos 60. As versões superiores recorrem ao 1,6-litro do Mégane básico. As potência atingidas, 59 e 90 cv nesta ordem, são das mais baixas da categoria e demonstram ênfase no torque em baixa rotação, uma medida acertada. O motor menor atinge 8,3 m.kgf a 4.250 rpm, e o maior, 14 m.kgf a 4.000 rpm. Os regimes de torque máximo poderiam ser mais baixos, mas os valores convencem. Segundo a Renault, 90% da força do 1,6 estão disponíveis a 2.500 rpm. A marca divulga valores de desempenho modestos dentro do segmento (veja os números), mas consumo extremamente bom: 18,5 km/l na estrada para o motor 1-litro e 15,7 km/l para o 1,6-litro. |
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Motor 1-litro (esq.) deriva do Twingo 1,2 e oferece boa curva de torque, além de baixo nível de ruído. Suavidade também está presente no 1,6 (dir.), com 90% do torque a 2.500 rpm A suspensão traseira foi reprojetada (saiba mais). O modelo brasileiro ficou 1,5 cm mais alto que o europeu, além de contar com molas e amortecedores recalibrados, marchas mais curtas e maior proteção contra poeira. Os freios dianteiros são a disco ventilado mesmo nas versões básicas, mas não é disponível sistema antitravamento (ABS), uma incoerência diante das bolsas infláveis de série. A Renault preparou um percurso superior a 200 km para os jornalistas em Florianópolis, SC. Com um interior de revestimentos alegres e joviais, espaço traseiro dentro da média e bom acabamento geral, dirigir o Clio é agradável. Mesmo sem ajustes de altura do volante (disponível só no RT) e do banco, é possível encontrar boa posição e dirigir por longos percursos sem desconforto. Vale destacar o espaço adequado para o pé esquerdo, uma deficiência de concorrentes como o Corsa. Continua |
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