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Turbo, possível solução para o flexível
Nova tentativa de conciliar
combustíveis de características |
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A Bosch aproveitou o
13º Congresso e Exposição Internacionais da Mobilidade da SAE Brasil, de
16 a 18 de novembro, em São Paulo, para mostrar sua mais recente
proposição para motores flexíveis em três combustíveis, chamado
comercialmente de Turbo-Trifuel. O BCWS esteve no evento para
conhecer de perto o sistema e dirigiu o veículo-laboratório, um Polo
hatchback 1,6-litro. A novidade fica por conta do emprego de
turbocompressor para lidar com combustíveis de características
antidetonantes tão diferentes, que são a gasolina comum tipo C, o álcool
hidratado e o gás natural, e tirar o melhor proveito de cada um. |
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O
motor EA 101 é mantido original, com taxa de compressão de 10,8:1, e
usa uma turbina Garrett. A válvula de alívio, que controla a pressão
de superalimentação, é gerenciada eletronicamente em 0,2 bar para
gasolina, 1,2 bar para álcool e 1,4 bar para o gás. As potências,
nessa ordem, são de 103, 119 e 109 cv (a 6.000 rpm com combustíveis
líquidos e a apenas 4.500 rpm com gás). O menor torque é com gasolina,
16,2 m.kgf a 4.000 rpm. Depois vem o gás, com 20,5 m.kgf a 2.500 rpm,
e finalmente o mais forte, a álcool, com 20,8 m.kgf a 2.000 rpm. O
motor original de aspiração natural
(disponível a gasolina somente) tem 101 cv a 5.500 rpm e 14,3 m.kgf a
3.250 rpm. |
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A taxa de compressão original foi mantida e o funcionamento é perfeito, mas o carro ficou mal ajustado para a transmissão: um câmbio de variação contínua (CVT) bem planejado seria a solução ideal |
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Ou
seja, na cidade, a gás gasta-se menos 61,5% em relação à gasolina e
52,8% ao álcool (álcool em relação à gasolina, 18,4%). Na estrada, os
números são, na mesma ordem, 62,3%, 55,7% e 14,9%. |
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